Relatório aponta para riscos de internação na Europa

Uma em cada dez pessoas internadas na União Européia (UE) sofre efeitos negativos por erros médicos ou infecções hospitalares, segundo estudo da Comissão Européia.

AFP |

Diante desta situação, Bruxelas pediu nesta segunda-feira aos Estados-membros da UE que reforcem suas medidas de prevenção a doenças transmitidas nos hospitais e os erros de diagnóstico ou medicação.

De acordo com dados divulgados pelos especialistas da Comissão, entre 8% e 12% dos pacientes que abandonam o hospital sofrem efeitos "negativos", produto de um erro de diagnóstico ou de medicação, um erro na dose aplicada ou uma operação desnecessária.

As doenças mais graves, como as infecções causadas pelos staphylococcus aureus resistente a meticilina (SARM) -, "antes muito raras e agora presentes um pouco em todas as partes, são responsáveis da morte de cerca de 37.000 pessoas por ano na EU", segundo Bruxelas.

"É um dado inaceitável que devemos nos esforçar para reduzir", declarou a comissária européia da Saúde, Androulla Vassiliou.

Além disso, foram registradas outras 110.000 mortes anuais nas quais contribuiu algum tipo de infecção contraída no hospital.

O Centro Europeu de Controle e Prevenção das Doenças calculou que "o número anual de pacientes na UE com ao menos uma infecção adquirida no hospital pode ser estimado em 4,1 milhões, equivalente a um em cada vinte hospitalizados".

As quatro infecções mais comuns são urinárias (27%), respiratórias (24%), cirúrgicas (17%) e sanguíneas (10,5%).

Segundo Bruxelas, o custo adicional por estes problemas pode ser estimado em 5,48 bilhões de euros anuais (7,45 bilhões de dólares).

bur-mar/lm

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