Relatório aponta demora do FBI a atualizar lista de supostos terroristas

Washington, 6 mai (EFE).- O FBI (polícia federal americana) demorou para atualizar a lista de vigilância nacional de supostos terroristas, lançada em 2004, segundo uma auditoria divulgada hoje pelo Departamento de Justiça.

EFE |

De acordo com o relatório interno do Inspetor Geral do Departamento de Justiça, de 121 páginas, o FBI demorou a acrescentar à lista nomes de pessoas que foram alvo de investigação por supostos vínculos com o terrorismo.

A relação, usada por autoridades policiais e agentes em todos os portos de entrada aos Estados Unidos, inclui mais de 68 mil terroristas e suspeitos de terrorismo.

Para os inspetores responsáveis pela auditoria, os erros do FBI na hora de atualizar a lista de vigilância "aumentam o risco de estes indivíduos entrarem e circularem livremente no país".

Desde março de 2004, o FBI esteve responsável pela manutenção da lista de vigilância, que centralizou os dados antes separadamente em poder de diversas agências federais.

Segundo a auditoria, 35% dos nomes na lista não estão atualizados, como mandam os regulamentos internos.

Em 15% dos casos que foram revisados pelo Departamento de Justiça, pessoas que foram alvo de pesquisas não foram devidamente incluídas na lista nacional, segundo a auditoria realizada em março de 2008 e divulgada hoje.

As autoridades também se mostraram preocupadas pelo fato de o FBI não ter processado com a devida rapidez 78% dos casos em que os agentes tinham de agregar supostos terroristas à lista, segundo o relatório.

Segundo os regulamentos internos do FBI, os agentes têm um prazo de dez dias para colocar na lista de vigilância nomes que aparecem em uma base de dados nacional de supostos terroristas.

A auditoria oficial indicou, no entanto, que os agentes demoraram 42 dias para colocar os dados de um suspeito.

Além disso, em 67% dos casos revisados com necessidade de modificações, os agentes do FBI não atualizaram a lista com os novos dados adquiridos como parte das investigações.

Em 8% dos casos que já tinham sido encerrados, o FBI não eliminou da lista os nomes que não deveriam permanecer lá, e em 72% dos casos, também não o fez no prazo marcado pelos regulamentos.

Respondendo ao relatório, o FBI disse que a agência federal começou a aplicar as mudanças recomendadas pelos inspetores.

"Os fatos e números da auditoria não refletem a situação atual da lista de vigilância dentro do FBI", disse o subdiretor do organismo, John Miller, em comunicado, acrescentando que a agência continuará fazendo melhoras na lista de vigilância. EFE mp/dp

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