Bangcoc, 5 ago (EFE).- O relator das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Mianmar (Mianmar), Tomás Ojea Quintana, viajou hoje à região sul do país, atingida em maio pelo ciclone Nargis, onde prosseguem as tarefas de assistência aos cerca de 2,5 milhões de desabrigados.

A viagem de Ojea Quintana ocorre três meses depois de a comunidade internacional acusar a Junta Militar birmanesa de bloquear a entrada no país da ajuda e dos trabalhadores de organizações humanitárias.

Cerca de 138 mil pessoas morreram e desapareceram quando o ciclone "Nargis" atingiu o delta do rio Irrawaddy.

O relator, que participa de sua primeira missão oficial em Mianmar, se reuniu na segunda-feira, um dia após sua chegada, com representantes das agências humanitárias da ONU e funcionários do Governo encarregados de tarefas de assistência e de reconstrução da infra-estrutura do delta.

Ojea Quintana substituiu no posto o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, em maio, depois que o regime do general Than Shwe negou ao último o visto de entrada no país, em resposta a suas denúncias sobre a contínua repressão em Mianmar.

O argentino Ojea Quintana, que foi convidado pela Junta Militar, permanecerá no país até a próxima quinta-feira, segundo fontes diplomáticas.

A visita de Ojea Quintana precede a que deve ser realizada em meados de agosto pelo representante especial da ONU, Ibrahim Gambari, que em quatro ocasiões tentou convencer a Junta Militar a realizar reformas democráticas.

Também pediu ao Governo para que liberte os presos políticos, incluindo Aung San Suu Kyi, líder da Liga Nacional pela Democracia (LND) e Prêmio Nobel da Paz, e que permanece em prisão domiciliar desde 2003. EFE tai/gs

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