Viena, 5 jan (EFE).- O relator especial das Nações Unidas sobre a tortura, Manfred Nowak, pediu hoje que os países europeus dêem abrigo aos prisioneiros de Guantánamo para agilizar o prometido fechamento deste centro de detenção na ilha de Cuba.

Em declarações à rádio pública austríaca "ORF", Nowak defendeu que se tratem como refugiados os detidos na base naval americana de Guantánamo que não podem retornar a seus respectivos países de origem.

"Muitos prisioneiros em Guantánamo simplesmente estavam no lugar errado no momento errado e depois foram vendidos aos Estados Unidos", declarou Nowak.

Afirmou ainda que não é possível estimar quantos dos mais de 200 prisioneiros que restam em Guantánamo são realmente inocentes, mas disse que "sem dúvida a grande maioria deles nada tem a ver com os atentados de 11 de Setembro de 2001".

E lembrou também que apenas um pequeno grupo será processado pela Justiça americana.

O relator, de nacionalidade austríaca, também estimou que a maioria deles poderá contar com indenizações dos EUA, pois os tribunais americanos que até agora tinham rejeitado pagar este tipo de compensação "estão registrando certa mudança de postura".

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu fechar o centro de reclusão de Guantánamo. EFE wr/fal

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