Relator da ONU para os Direitos Humanos inicia nova missão em Mianmar

Bangcoc, 4 ago (EFE).- O relator das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Mianmar (Mianmar), Tomás Ojea Quintana, iniciou hoje sua primeira missão no país asiático, cujo regime militar ignora os pedidos da comunidade internacional para que respeite as liberdades básicas e liberte os presos políticos.

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Ojea Quintana substituiu no posto o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro em maio, depois que o regime do general Than Shwe negou visto de entrada a este último, em resposta a suas denúncias sobre a continua repressão em Mianmar.

O argentino Ojea Quintana, que foi convidado pela Junta Militar, permanecerá no país até a próxima quinta-feira, segundo indicaram fontes diplomáticas.

Durante sua estadia, o relator da ONU deve reunir-se com chefes de diversos organismos estatais e líderes de grupos étnicos e religiosos, assim como com representantes de organizações internacionais não-governamentais.

Ojea Quintana também tem planos de visitar algumas das áreas do delta do rio Irrawaddy devastadas pelo ciclone que atravessou o sul do país em maio, e que causou cerca de 138 mil mortes e desaparecimentos, além de deixar 2,5 milhões de desabrigados.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou em junho, outra vez, a violação sistemática das liberdades básicas em Mianmar e pediu o livre acesso das organizações humanitárias às zonas devastadas pelo tufão.

O texto, apresentado pela Eslovênia, em nome da União Européia (UE), foi rejeitado pela representação de Mianmar, mas foi adotado sem necessidade de votação.

Além disso, o texto criticou o recrutamento de crianças pelas forças governamentais, e pediu uma pesquisa independente e imparcial sobre as violações no país, incluído o trabalho forçado.

A visita de Ojea Quintana precede a que deve ser realizada em meados de agosto pelo representante especial da ONU, Ibrahim Gambari, que em quatro ocasiões tentou convencer a Junta Militar a realizar reformas democráticas e libertar os presos políticos, incluindo Aung San Suu Kyi, líder da Liga Nacional pela Democracia (LND) e Nobel da Paz, e que permanece em prisão domiciliar desde 2003. EFE tai/gs

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