Relator da ONU investigará mortes ocorridas em prisões dos EUA

Nova York, 16 jun (EFE).- A União Americana de Liberdades Civis (ACLU) comemorou hoje o início de uma visita de 14 dias de um relator da ONU aos Estados Unidos para investigar mortes ocorridas em prisões administradas pelo Governo americano dentro e fora do país.

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A ACLU solicitou às autoridades federais, estaduais e locais americanas que colaborem com o trabalho do relator especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, o australiano Philip Alston, segundo um comunicado de imprensa divulgado hoje.

O relator especial pretende visitar, durante sua viagem pelo país a convite do Governo americano, as cidades de Washington, Nova York, Montgomery (Alabama), e Austin (Texas).

"A visita do relator é uma oportunidade crucial para ressaltar o problema recorrente que supõe a impunidade e a falta de prestação de contas que permeia mortes ocorridas em prisões e centros de detenção dos EUA", avaliou o diretor do programa de Direitos Humanos da ACLU, Jamil Dakwar.

Ele afirmou que para que Washington possa gozar de liderança em matéria de direitos humanos, deve tomar mais ações para evitar mortes de pessoas sob sua custódia e processar os responsáveis por tratamentos desumanos e cruéis de detidos.

Durante sua viagem, Alston se reunirá com acadêmicos, ativistas e outros membros da sociedade civil para obter informação sobre estas mortes e as investigações dessas.

A ACLU informou que o relator especial vai rever a morte de detidos em prisões e centros de detenção para imigrantes, assim como em prisões no exterior controladas pelo Exército americano.

Entre elas estão as que Washington mantém abertas no Iraque, no Afeganistão e a base de Guantánamo, em Cuba.

Também vai apurar possíveis violações aos direitos na administração da pena de morte, incluídos casos que se encontram sob os tribunais militares criados para processar os detidos de Guantánamo.

Ao fim de sua visita aos EUA, no dia 30 de junho, Alston apresentará suas conclusões e recomendações em um relatório ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. EFE jju/db

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