Relações comerciais com Brasil são prioridade, diz ministro israelense

Jerusalém, 15 mar (EFE).- O Brasil será uma prioridade para Israel em sua estratégia comercial no mundo, e o país dedicará maior esforço para relançar uma balança que já se viu privilegiada nos últimos anos pela assinatura de um Acordo de Livre-Comércio com o Mercosul.

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"O Brasil é uma prioridade para Israel, duplicamos nossas exportações", afirmou hoje o ministro da Indústria e Comércio do país, Binyamin Ben-Eliezer, ao inaugurar um encontro econômico em Jerusalém com funcionários e empresários dos dois países por ocasião da visita a Israel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reunião contou com a presença de mais de duzentos diretores de empresas dos mais diversos setores, entre eles os de energia, agricultura, medicina, tecnologias avançadas e infraestrutura. O objetivo é potencializar ao máximo o acordo de livre-comércio que Israel assinou há dois anos com o Mercosul.

Desde que o acordo foi fechado - entrará em vigor no dia 4 de abril -, a balança comercial entre os dois países superou os US$ 1,6 bilhão de 2008 e US$ 920 milhões de 2009 (ano de recessão mundial).

Em 2010, os indícios são de que o número ficará em uma posição intermediária.

"Não somos economias competitivas, mas complementares", ressaltaram os empresários ao exporem as virtudes de um acordo. Para Israel, isso significa a abertura de um mercado de 192 milhões de habitantes, e para o Brasil, o acesso a tecnologias de ponta.

Cerca de 80% das exportações israelenses para o Mercosul têm como destino o mercado brasileiro, embora ambos os países advirtam que "o desafio do tratado de livre-comércio" não está na quantidade, mas na qualidade.

"Temos que aproveitar o acordo para diversificar nossas exportações", apontou um dos conferencistas. Aproximadamente 60% das vendas de Israel para o Brasil são produtos químicos e, no caminho inverso, 69% são produtos alimentícios e derivados.

Destinado a encorajar o comércio e os investimentos mútuos, o encontro foi incentivado por Lula e o presidente israelense, Shimon Peres.

"Minha primeira visita a Israel como presidente acontece em um momento especialmente propício", ressaltou Lula sobre o crescimento econômico em seu país e as oportunidades que os investidores estrangeiros, entre eles os israelenses, podem encontrar.

O presidente Lula exortou que o Brasil aplique o mesmo sistema de investimento tecnológico que Israel, enquanto Peres manifestou seu desejo de que os investimentos brasileiros não sejam feitos "somente no Rio de Janeiro ou em São Paulo", mas em todo o país.

"É verdade que é um pouco grande, são 8,5 milhões de quilômetros, mas também é certo que são 8,5 milhões de oportunidades diversas em todo tipo de setores", concluiu. EFE.

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