Caracas - As relações econômicas entre Venezuela e Estados Unidos serão prejudicadas caso Washington adote medidas adicionais à expulsão do embaixador venezuelano, Bernardo Álvarez, indicou hoje o presidente Hugo Chávez.

"Nós não temos nenhum outro plano. Nossa ação foi apenas um gesto diplomático forte de solidariedade com o povo irmão boliviano e com nosso próprio povo", disse Chávez em entrevista por telefone à estatal "Venezolana de Televisión".

"Somente os EUA poderiam afetar as relações energéticas, comerciais e empresariais, se assim decidirem. E eles assumirão qualquer responsabilidade sobre isso", acrescentou.

A Venezuela decidiu na quinta-feira se solidarizar com a Bolívia e expulsou o embaixador americano em Caracas, Patrick Duddy, medida que foi respondida por Washington com a expulsão de Álvarez, que hoje retornou ao país.

"Jamais em minha vida me arrependerei de ter tomado essa decisão", disse o governante venezuelano.

Chávez também comentou sobre a acusação feita hoje pelos EUA de que membros do Governo teriam ligação com a guerrilha colombiana.

"Esta é uma acusação sem fundamentação, baseada em mentiras (...) Eles (os EUA) que apóiam o terrorismo e dão milhões de dólares a grupos terroristas na Venezuela, no Equador, na Bolívia. Eles são os maiores consumidores de drogas. Eles que têm a maior plantação de maconha do planeta", afirmou.

Além disso, Chávez disse que toda a América Latina está "pedindo" que o próximo presidente dos EUA "revise muito bem a maneira como serão as relações com um continente que despertou".

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