Reis da Espanha consolam familiares das vítimas do acidente aéreo em Madri

Madri, 21 ago (EFE).- Os reis Juan Carlos e Sofía da Espanha consolaram hoje os parentes das 153 vítimas do acidente aéreo ocorrido nesta quarta-feira, em Madri, durante a estadia dos monarcas no necrotério provisório instalado próximo ao aeroporto de Barajas.

EFE |

Juan Carlos e Sofía expressaram seu pesar e levaram suas condolências às dezenas de parentes das vítimas.

Uma equipe legista realizou durante toda a noite as primeiras autópsias, que, por enquanto, identificaram 27 pessoas.

Os cadáveres das vítimas ainda não identificadas serão transferidos nas próximas horas para o cemitério de la Almudena, também em Madri, onde a Polícia científica continuará fazendo exames de DNA.

Os reis também se reuniram com os responsáveis do aeroporto e souberam dos detalhes do acidente de avião.

Os responsáveis do aeroporto mostraram ao rei Juan Carlos e à rainha Sofía, através das imagens de um monitor, as circunstâncias nas quais aconteceu o acidente, o mais grave da aviação comercial na Espanha desde 1985.

O rei suspendeu suas férias após saber da catástrofe e se reuniu com a rainha, que acabava de voltar de Pequim, onde foi apoiar os atletas espanhóis que participam dos Jogos Olímpicos.

O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, prometeu hoje que a investigação do acidente será exaustiva e que serão analisados todos os extremos para obter "conclusões esclarecedoras de causas e circunstâncias da tragédia".

Após visitar os feridos que estão internados em um centro médico de Madri, Zapatero disse à imprensa que seu Governo "velará com todos os meios e garantirá todas as atuações" para determinar as causas e as circunstâncias da tragédia.

O chefe do Governo espanhol ressaltou o "direito absoluto" das famílias de saber o que aconteceu e o interesse geral do país para tirar conclusões e preservar a segurança do tráfego aéreo.

Zapatero disse que a investigação será realizada por uma comissão técnica independente, como estabelece a lei, e afirmou que o Governo tentará que seja rápida, mas tudo dependerá da facilidade de acesso aos dados.

A investigação será "rigorosa, objetiva e profissional", acrescentou.

Durante todo o dia, instituições, partidos políticos e cidadãos mostraram solidariedade às vítimas, com manifestações silenciosas, demonstrações de apoio e envio de telegramas.

Em Barajas, centenas de passageiros, funcionários do aeroporto e membros das forças de segurança e da Defesa Civil fizeram três minutos de silêncio. EFE nac/an

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