Reintegração dos militares franceses no comando da Otan

Os efetivos dos militares franceses no comando integrado da Otan vão passar progressivamente de 100 a cerca de 800, depois da decisão da França de recuperar seu espaço no comando da Aliança Atlântica.

AFP |

Há nesta estrutura 1.700 militares alemães e mil britânnicos.

Desde 2004, 107 militares franceses foram "reinseridos" no SHAPE, o grande quartel-general europeu de Mons (sul da Bélgica) e em comandos regionais aliados, devido à participação da França na NRF, a força de reação rápida da Otan.

A França, que fornece em média 7% dos efetivos das operações conduzidas pela Otan e paga 12% do orçamento da Aliança, de dois bilhões de euros por ano, ocupa menos de 1% dos postos de comando militar.

Ao colocar oficiais franceses no aparelho da Otan, Paris espera poder ter maior peso no planejamento das operações das quais a França participa há anos, seja nos Balcãs ou no Afeganistão.

No entanto, "a integração real dos 800 militares não começará para valer antes de meados de 2010", avisou uma fonte da presidência francesa.

De fato, o processo em curso de reestruturação dos efetivos militares da Aliança não será finalizado antes do fim deste ano. Há no total 13.000 postos militares a dividir entre 28 países.

A França deve obter 25 ou 26 das 214 vagas de oficiais generais disponíveis, ou seja, o mesmo número que a Grã-Bretanha mas um pouco menos que a Alemanha, que manterá 27 ou 28. A Itália terá 20 ou 21, e os Estados Unidos cerca de 30.

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