Reino Unido tem noite mais fria desde dezembro de 2010

País registrou 18 graus negativos, enquanto nova onda polar que atinge a Itália cancela voos e deixa povoados incomunicáveis

iG São Paulo | 11/02/2012 12:16 - Atualizada às 16:03

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O Reino Unido registrou na noite passada temperaturas inferiores a 18 graus negativos, as menores deste inverno, enquanto o país continua em alerta devido aos riscos apresentados pela quantidade de gelo em suas ruas.

Leia também: Previsões indicam piora do frio glacial na Europa no fim de semana

Foto: Reuters

Topo do Big Ben, em Londres, fica coberto de neve (10/2/2012)

O Escritório Meteorológico confirmou neste sábado que o frio de sexta-feira à noite foi o mais severo desde dezembro de 2010. A menor temperatura foi sentida na localidade de Chesham, no condado de Buckinghamshire, no sudeste da Inglaterra.

"A maior parte da Inglaterra e as áreas mais orientais de Gales tiveram 4 graus negativos. Em Nottingham, centro inglês, chegou a 5,5 abaixo de zero", assinalou a meteorologista Claire Allen.

"Os motoristas devem ter atenção em áreas onde resta neve, uma vez que as estradas estarão geladas e há risco de patinar", acrescentou.

Curiosamente, na Escócia e na Irlanda do Norte, onde normalmente faz mais frio do que no sul inglês, as temperaturas noturnas se mantiveram em zero grau por causa de uma massa de ar quente.

Com uma frente fria ainda sobre a maior parte do país, o Reino Unido segue em alerta pelo perigo do gelo nas estradas, a uma semana do início do feriado escolar que fará com que muitas famílias se desloquem nos próximos dias.

A maior parte do território está em alerta amarelo, o que significa atenção. Algumas zonas têm alerta âmbar - o segundo nível mais alto -, o que aconselha os moradores a "estarem preparado" e tomar precauções pelos riscos impostos pelas baixas temperaturas.

O maior problema é a camada de gelo deixada pela neve e a chuva nas estradas, indicou o Escritório Meteorológico. Nos próximos dias espera-se que persistam as baixas temperaturas, apesar de não estar prevista nevadas, e sim, dias ensolarados. Por enquanto, os aeroportos do Reino Unido continuam abertos, sem cancelamentos de voos.

Por outro lado, a nova frente polar que atingiu a Itália neste sábado causa graves problemas, principalmente no centro do país, onde as intensas nevadas deixaram incomunicáveis centenas de povoados.

Como estava previsto, nevou em Roma, embora não de forma intensa como era esperado e desde a manhã, os meios de transporte público circulam sem problemas. As baixas temperaturas provocaram o cancelamento de 60 voos (20 decolagens e 40 pousos) no aeroporto romano Leonardo da Vinci (Fiumicino) devido à formação de gelo nas asas dos aviões. Outros dez voos foram cancelados no outro aeroporto da capital, o Ciampino.

As situações mais críticas ocorreram nas regiões centrais de Úmbria e Marcas, onde neva há 48 horas. Nesta manhã mais uma tempestade de neve foi registrada. Cidades como Urbino e dezenas de outras localidades estão incomunicáveis depois da queda de cerca dois metros de neve.

Em Emilia Romagna segue nevando sem parar, assim como na localidade de Valderichia, na província de Rimini, onde os 159 habitantes deixaram suas casas e estão hospedados em hotéis pelo risco de avalanches de neves.

A Autostrade, empresa responsável pelas rodovias italianas, informou que a circulação é lenta, mas transcorre sem problemas, nos 1,3 mil km que há 30 horas registram nevadas. Ao menos 1,2 mil veículos estão disponíveis para retirar a neve e espalhar sal pelas estradas afetadas, acrescentou Autostrade. Pelas previsões meteorológicas da Defesa Civil, o frio deve continuar neste sábado e o tempo começará a melhorar a partir de segunda-feira.

Número de mortos

A onda de frio que atinge a Europa desde o fim de janeiro deixou mais de 500 mortos nos últimos dez dias, segundo contagem da AFP, divulgada na quinta-feira. O país com o maior número de mortos é a Ucrânia. Até terça-feira, quando foi divulgado o último registro oficial, o país contabilizava 135 mortes.

Na Polônia, o número de mortos por hipotermia chegava a 77 até quinta-feira, enquanto as vítimas por aquecedores defeituosos, que provocaram asfixia por monóxido de carbono e vários incêndios, é de 50.

Nas últimas horas, três morreram de frio na Itália, uma em Cagliari, na Sardenha, e duas na região central de As Marcas e Los Abruzzos, elevando os mortos pelo temporal para 40.

Mais três óbitos foram registrados desde sexta-feira na Sérvia, somando 19 os mortos pelo frio, de acordo com dados das autoridades obtidos pela agência Efe. Na próxima semana, os sérvios terão férias compulsórias.

Diante da necessidade de economizar energia elétrica, o governo aproveitou o fato de os dias 15 e 16 de fevereiro serem feriados e decidiu estender até sexta-feira, emendando com o fim de semana.

Duas pessoas morreram nas últimas horas na Geórgia devido à onda de frio siberiano que atinge o país, revelou o canal de televisão Rustavi. Os termômetros marcaram nesta noite dez graus negativos em Tbilisi, temperatura abaixo do normal para o inverno georgiano. Havia 50 anos que os habitantes da capital georgiana não viam congelar o reservatório de Tbilisi e do Kura, rio que corta a cidade.

O frio já deixou 44 mortos na Romênia, 29 na Bulgária, 25 na República Checa, 23 na Lituânia, 16 na Hungria, dez na Letônia, oito na Bósnia, três na Croácia, três na Eslováquia e um cada na Albânia, Estônia, Macedônia e Montenegro - de acordo com contagem feita até quinta-feira.

Já a Rússia contabiliza, desde o início de 2012, pelo menos 110 mortes de adultos em decorrência do frio, sendo 46 no mês de fevereiro, informou na quarta-feira o Ministério russo da Saúde.

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Na parte mais ocidental, a Itália é o país mais afetado pelas nevascas, e desde 1º de fevereiro cotabiliza 43 mortos. Áustria, França e Grécia contabilizam cinco mortes cada, enquanto Alemanha e Holanda quatro cada.

A onda de frio também atinge o norte da África, particularmente a Argélia, onde o número de mortos chegou a 44, e são esperadas novas tempestades de neve do fim de semana até terça-feira.

Com EFE

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