Reino Unido quer que processo de ratificação do Tratado de Lisboa continue

Londres, 13 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, defendeu hoje a continuidade do processo de ratificação do Tratado de Lisboa nos outros Estados-membros da União Européia (UE), apesar de sua rejeição na Irlanda em plebiscito.

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O chefe da diplomacia britânica é a favor de que "cada país" expresse sua própria posição diante do Tratado, alinhando-se assim às opiniões manifestadas por outros membros comunitários, como Espanha, França e Alemanha.

"Acho que o correto é que cada país leve o processo de ratificação até o final", disse Miliband, após destacar a necessidade de que se respeite o resultado do plebiscito irlandês.

O chanceler britânico se referiu concretamente ao processo de ratificação no Reino Unido, atualmente na Câmara dos Lordes (câmara alta), e insistiu na necessidade de "uma opinião britânica da mesma forma que há uma opinião irlandesa".

"Acho que o correto é continuar com nosso processo de ratificação e aceitar a oferta irlandesa de manter novas conversas sobre os próximos passos a seguir", disse.

O líder da oposição conservadora britânica David Cameron deu por "morto" o Tratado de Lisboa, após sua rejeição na Irlanda, onde o "não" venceu com 53,4% dos votos contra 46,6% dos partidários do "sim".

Os conservadores reivindicaram a convocação de um plebiscito no Reino Unido sobre o texto, transcendental para o futuro da União Européia (UE), algo ao que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, se opôs reiteradamente.

"O povo na Irlanda enviou uma mensagem a mais clara possível de que não querem este Tratado, não querem esta Constituição", disse Cameron, que acusou Brown e o Governo de Londres de "arrogantes" por continuarem com a ratificação.

Além disso, pediu o comparecimento do premier na segunda-feira no Parlamento para dar explicações e voltou a reivindicar um plebiscito no Reino Unido.

Os deputados britânicos votaram, em março passado, a favor do tratado e do projeto de lei que deve ratificar o acordo de Lisboa, que atualmente está na Câmara dos Lordes, onde foi rejeitada nesta quarta-feira uma emenda do Partido Conservador, o principal da oposição, que pedia a realização de um plebiscito.

Este texto substitui a fracassada Constituição européia, rejeitada pelos eleitores franceses e holandeses em consultas populares no primeiro semestre de 2005, o que mergulhou a UE em uma grave crise institucional. EFE ep/rb/rr

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