Reino Unido punirá certas formas de prostituição

Londres, 19 nov (EFE).- O Governo britânico penalizará certas formas de prostituição, especialmente nos casos dos homens que paguem por manter relações com mulheres vítimas do tráfico sexual - mesmo que não saibam de seu histórico -, afirmou hoje a ministra de Interior, Jacqui Smith.

EFE |

De acordo com as medidas propostas por Smith para reforçar a regulação da prostituição, passará a ser crime pagar a uma prostituta que é controlada por um traficante e, além disso, o cliente terá que pagar uma multa de 1.000 libras (cerca de 1.200 euros).

"Estamos determinados a mudar o centro de atenção ao que compra sexo, a pessoa responsável de criar a demanda do mercado da prostituição, que, por sua vez, cria a demanda de um infame comércio de mulheres vítimas do tráfico para a exploração sexual", explicou hoje uma porta-voz de Interior.

Não se levará em conta o argumento do cliente que ignorava as circunstâncias em que trabalhavam estas mulheres.

Além disso, os homens que paguem a uma prostituta sabendo que foi vítima do tráfico de pessoas responderão também por violação.

Também será ilegal buscar prostitutas na rua de dentro de automóveis - agora, só a pé.

Segundo os planos, que deverão ser aprovados pelo Parlamento e ainda devem ser divulgados em sua totalidade, os clubes noturnos nos quais as mulheres dançam seminuas sobre mesas rodeada de homens serão submetidos à mesma legislação que regula a prostituição.

Atualmente, estes bares-clubes estão sujeitos à mesma legislação que regula os "pubs" (bares).

A compra e venda de sexo é legal no Reino Unido, mas algumas atividades, como divulgar a prostituição com cartões em cabines telefônicas nas ruas, são ilegais.

Também é ilegal o tráfico de mulheres para a prostituição, mas até agora se penalizava somente os responsáveis por levá-las ao país e que as forçam a trabalhar neste mercado.

"O que não aprovo é que as mulheres sejam exploradas neste país", afirmou Smith, quem assegurou que muitas vítimas do tráfico sexual "são tratadas como escravas".

"É por isso que estou particularmente interessada em ajudar a combater (...) a prostituição nas ruas", acrescentou.

"O que me preocupa, e acho que é também responsabilidade do Governo, é que um grande número de mulheres envolvidas na prostituição são vulneráveis, são forçadas a entrar (no país)", especificou a titular de Interior.

O objetivo do Governo, insistiu, é tomar medidas contra os que formem a demanda da prostituição.

"Espero que as pessoas pensem duas vezes sobre a natureza da prostituição, sobre o fato de que há mulheres forçadas e coagidas a nisto", ressaltou Smith. EFE vg/jp

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