Reino Unido pretende vetar ordens de detenção de israelenses

Londres, 6 jan (EFE).- O Governo do Reino Unido quer poder vetar eventuais ordens judiciais de detenção de políticos israelenses por supostos crimes de guerra caso pisem no território do país.

EFE |

Este é um dos assuntos tratados pela procuradora-geral do Reino Unido, baronesa Patricia Janet Scotland, em sua atual visita a Israel, informa a edição de hoje do jornal "The Times".

A baronesa pretende introduzir uma emenda legislativa que lhe daria plenos poderes para revisar as ordens de detenção de políticos a pedido de particulares, disseram ao jornal fontes do Ministério de Assuntos Exteriores do Reino Unido.

A viagem de Scotland a Jerusalém coincide com o cancelamento de uma visita ao Reino Unido de uma delegação militar israelense que decidiu ficar em seu país depois de o Exército britânico comunicar que não poderia garantir que seus membros não seriam detidos.

Em dezembro, a ex-ministra de Assuntos Exteriores israelense e líder do partido Kadima, Tzipi Livni, também se viu obrigada a desistir de uma visita ao Reino Unido depois que um tribunal do país ditasse uma ordem de detenção por crimes de guerra a pedido de um grupo palestino.

O ex-chefe de Governo e atual ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, também desistiu de visitar o Reino Unido por medo de ser detido. Em 2005, um general israelense aposentado, Doron Almog, evitou a detenção no último minuto ao não deixar o avião que o tinha levado ao aeroporto de Heathrow, em Londres.

Após o incidente com Livni, o ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, David Miliband, prometeu que o Governo reveria urgentemente a atual legislação.

Segundo fontes do Governo do Reino Unido, embora uma decisão definitiva ainda não tenha sido adotada, a ação preferida é dar à procuradora-geral o poder de revisar as ordens de detenção de caráter privado.

A procuradora-geral poderia vetar a detenção de políticos israelenses, mas não a de criminosos de guerra do nazismo, rebeldes afegãos ou responsáveis por genocídios.

A modificação legislativa almejada pelo Governo do Reino Unido precisa de aprovação parlamentar. EFE jr/bba

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