Reino Unido lembra 90 anos do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial

Pedro Alonso. Londres, 9 nov (EFE) - Com a rainha Elizabeth II como figura principal, o Reino Unido lembrou hoje os seus mortos em todos os conflitos, mas com especial atenção aos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), aproveitando as comemorações pelos 90 anos do armistício que deu fim ao conflito. Vários atos em todos os cantos do país lembraram o Remembrance Sunday (Domingo da Lembrança), data estabelecida no século passado no Reino Unido como principal comemoração ao Dia do Armistício da Primeira Guerra Mundial, celebrado todo 11 de novembro. A cerimônia mais importante aconteceu em Londres, onde a rainha Elizabeth II presidiu, com roupas de luto, a tradicional oferenda de flores diante do Cenotáfio, monumento que, no bairro governamental de Whitehall, homenageia a memória dos mortos. Milhares de veteranos de guerra, que exibiam com orgulho suas condecorações militares, se somaram à homenagem, que contou com a participação de boa parte da família real e do Governo, tendo à frente o primeiro-ministro Gordon Brown. Também participaram os ex-primeiros-ministros John Major e Margaret Thatcher - visivelmente fraca aos 83 anos -, assim como os líderes da oposição e embaixadores de países da Commonwealth (Comunidade Britânica de Nações), entre outras personalidades. O momento mais emocionante aconteceu quando o Big Ben - os sinos do relógio da torre do Parlamento - anunciaram 9h (horário de Brasília) e as pessoas fizeram dois minutos de silêncio,...

EFE |

Aos 112 anos, Henry Allingham, um dos quatro soldados britânicos que voltaram do campo de batalha e ainda permanecem vivos, fez hoje uma homenagem aos seus colegas mortos em um ato beneficente realizado em Brighton, sul da Inglaterra, onde mora.

"Você tenta esquecer, quer esquecer, mas não pode esquecer. Esses homens nunca devem ser esquecidos", disse esta semana Allingham, preso a uma cadeira de rodas, mas com entusiasmo à prova de balas, como as que suportou na primeira grande guerra.

Para manter viva a memória do sacrifício desses heróis, o país se rendeu à comemoração do 90º aniversário do armistício com vários atos, alguns organizados pela Legião Britânica, uma associação muito ativa de veteranos de guerra.

Em virtude da comemoração, a Legião Britânica vendeu o número recorde de 40 milhões de papoulas vermelhas de plástico ou papel, que muitos cidadãos do país exibem na roupa.

Essa flor, encontrada nos campos da Europa, onde morreram muitos soldados na Primeira Guerra Mundial, simboliza o sacrifício dos mortos neste e em outros conflitos.

O 90º aniversário do armistício também foi assunto de destaque no canal "BBC", que está emitindo uma série de documentários e reportagens intitulada "1918-2008: Noventa Anos de lembrança".

O Museu Imperial da Guerra, fundado casualmente durante o conflito e que programou exposições, concursos, debates e viagens devido à comemoração, também não poupou esforços.

Acreditava-se que a Primeira Guerra Mundial "seria a guerra que acabaria com todas as guerras", disse Stuart Gendall, porta-voz da Legião Britânica. No entanto, "aqui continuamos, hoje dia, com conflitos", acrescentou. EFE pa/fh/db

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