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Reino Unido estarrecido com agressões infantis e o caso do Fritlz britânico

Histórias terríveis de bebês maltratados, um deles até a morte, e o sórdido caso de duas meninas violentadas várias vezes pelo pai, batizado de Fritzl britânico, comovem a Grã-Bretanha, reabrindo o debate sobre as falhas na proteção infantil.

AFP |

Primeiro foi o caso de "Baby P", que chocou o país ao aparecer há alguns dias nos jornais e canais de televisão. As imagens de um garotinho sendo agredido até a morte, ante a aparente passividade dos serviços de proteção infantil, de médicos e da polícia, espantaram os britânicos.

"Baby P", conhecido assim por motivos legais, foi usado como "saco de boxe" por sua mãe, o namorado desta e um amigo de ambos até a morte, com ferimentos e oito costelas quebradas, em agosto de 2007, quando tinha apenas 17 meses.

Depois da condenação do trio a 14 anos de prisão, a imprensa destacou uma série de erros dos serviços sociais, já que o menino foi visitado dezenas de vezes por assistentes sociais e levado ao hospital, com ferimentos, sem que ninguém tomasse uma providência a respeito do inferno em que vivia.

Na terça-feira outro escândalo explodiu e provocou impacto no país: o de um britânico de 56 anos que abusou repetidamente das duas filhas durante mais de 25 anos, ameaçando as mesmas de morte caso resistissem. As duas engravidaram um total de 19 vezes.

As filhas, que tinham apenas oito anos de idade quando começaram a ser estupradas pelo pai, tiveram sete filhos, que cresceram com a família, revelou o julgamento no tribunal de Sheffield, norte da Inglaterra, que condenou o homem à prisão perpétua.

O pai queimava os olhos da filha mais nova caso ela não fizesse o que ordenava, e ameaçou as duas com uma faca na garganta várias vezes.

A filha mais velha engravidou sete vezes e teve quatro filhos, mas dois morreram pouco depois do nascimento. A segunda filha engravidou 12 vezes e teve cinco filhos.

O caso tem sido comparado com o que comoveu a Áustria e o mundo em abril passado: o do austríaco Josef Fritzl, que manteve a filha presa em um porão durante 24 anos, e teve sete filhos com a vítima.

ame/fp

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