Governo britânico diz que troca de embarcações é medida de rotina e não está ligada às tensões com a Argentina

O Reino Unido enviará um navio de guerra às Ilhas Malvinas nos próximos meses, informou nesta terça-feira o Ministério de Defesa. O destróier HMS Dauntless, um dos mais modernos da Marinha britânica, substituirá a fragata HMS Montrose.

Manifestante picha muro durante protesto contra o governo britânico em frente à Embaixada do Reino Unido em Buenos Aires (24/01)
AP
Manifestante picha muro durante protesto contra o governo britânico em frente à Embaixada do Reino Unido em Buenos Aires (24/01)

Além disso, o ministro britânico Jeremy Browne, do gabinete das Relações Exteriores responsável pelas relações com a América Latina, anunciou nesta terça que viajará às Malvinas em junho para participar da comemoração do 30º aniversário da recaptura das ilhas pela Grã-Bretanha. "Vou para coincidir com a conclusão da guerra das Falklands. Irei em junho para o aniversário de 30 anos", disse à Reuters.

O Ministério da Defesa afirmou que a troca de embarcações já estava programada, mas ela e o anúncio da visita do ministro acontecem num momento de tensão entre o Reino Unido e a Argentina, que disputam a soberania das Malvinas.

Saiba mais: Entenda a disputa entre Reino Unido e Argentina pelas Malvinas

"A Marinha britânica tem uma contínua presença no Atlântico Sul durante muitos anos. O envio do HMS Dauntless ao Atlântico Sul estava planejado há muito tempo, é rotina substituir navios de patrulha", afirmou um porta-voz, descartando qualquer relação entre o anúncio e a tensão entre Reino Unido e Argentina.

O HMS Dauntless é um dos seis novos destróieres da Marinha britânica e é equipado com um avançado sistema de navegação que dificulta sua detecção por radar.

Esses navios têm ainda mísseis antiaéreos de alta tecnologia e podem transportar cerca de 60 militares, além acomodar helicópteros Chinook.

O anúncio deve aumentar a tensão na região, conforme se aproxima o aniversário de 30 anos da Guerra das Malvinas, que terminou em 14 de junho de 1982, com a rendição da Argentina. O conflito deixou 255 britânicos e mais de 650 argentinos mortos.

Recentemente, o premiê britânico, David Cameron, acusou a Argentina de " colonialismo " por reivindicar a soberania das ilhas. O governo argentino considerou a declaração “ ofensiva ”.

O príncipe William deve chegar em breve às Malvinas para participar de treinamentos como piloto de helicóptero de resgate. Já Browne é o primeiro ministro do governo de coalizão da Grã-Bretanha, que está há 20 meses no poder, a anunciar uma visita às ilhas e será o primeiro ministro do gabinete das Relações Exteriores a ir até lá desde 2008.

Com EFE, BBC e Reuters

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