Reino Unido diz que Hamas só poderá ser derrotado politicamente

Londres, 30 dez (EFE).- O ministro britânico de Assuntos Exteriores, David Miliband, disse hoje que o movimento do Hamas não será derrotado pela via militar e defendeu uma solução política que implique a coexistência dos Estados da Palestina e Israel.

EFE |

"Acho que se pode derrotar ao Hamas, mas é preciso / deve-se derrotá-los politicamente e a maneira de fazê-lo é conseguir a solução de (estabelecer) os dois Estados, que em última instância é a única esperança para o Oriente Médio", disse Miliband à "BBC".

O secretário do Foreign Office fez estas declarações antes de viajar para Paris para participar em reunião de emergência dos ministros de Exteriores da União Européia (UE) sobre a situação em Gaza, na qual Londres reiterará a necessidade de exigir um cessar-fogo imediato às partes.

Miliband avançou também que o Reino Unido defenderá a necessidade que a UE pressione para que se estabeleçam uns níveis mínimos humanitários para a população civil de Gaza, que leva meses sofrendo restrições nas provisões de alimentos e energia.

O responsável britânico de Exteriores ressaltou que os 27 têm a responsabilidade de exigir que se cumpram / completem esses níveis mínimos, porque "a necessidade é enorme, não só no que se refere à comida e aos remédios, mas também ao combustível".

Miliband deixou claro que seu Governo não põe ao Estado israelense e ao Hamas na mesma / própria balança -"Israel é um país democrático e Hamas é uma organização terrorista"-, mas acrescentou que do que se trata agora é de estabelecer "como garantimos a segurança de Israel e ao mesmo tempo a justiça para o povo palestino".

O ministro rejeitou o pedido do líder do Partido Liberal- Democrata, Nick Clegg, de suspender o acordo de cooperação financeira que a UE negocia com Israel até que se normalize a situação em Gaza e argumentou que não seguir adiante / antecipe com esse acordo prejudicaria por igual a israelenses e a palestinos.

Clegg foi o líder político britânico mais contundente contra da operação militar israelense, que afirmou que "vai muito além do direito de Israel a defender-se".

"Não há uma só organização terrorista no mundo que tenha sido submetida com as bombas. Está se matando a gente inocente em uma operação militar que só servirá para exacerbar o extremismo e para debilitar aos moderados de ambos lados", disse Clegg. EFE fpb/jp

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