Reino Unido defende que Índia e Paquistão resolvam disputa por Caxemira

Islamabad, 16 jan (EFE).- O ministro britânico de Exteriores, David Miliband, insistiu hoje na sua visita a Islamabad em que um diálogo intenso entre a Índia e Paquistão deveria resolver a disputa pela Caxemira, e assegurou que os responsáveis do massacre terrorista de Mumbai hão de ser processados no Paquistão.

EFE |

Em entrevista coletiva retransmitida ao vivo pelo canal "Dawn TV", Miliband lembrou que a solução do conflito "não depende do Reino Unido, mas da Índia e Paquistão".

O chefe da diplomacia britânica, que chegou hoje a Islamabad após quatro dias de visita oficial à Índia, foi repreendido ontem por Nova Délhi depois que assegurasse em artigo publicado em "The Guardian" que a resolução da disputa pela Caxemira "poderia ajudar a tirar aos extremistas na região um de seus principais motivos para (empunhar) as armas".

"Não necessitamos conselhos que não pedimos sobre assuntos internos da Índia como Jammu e Caxemira", nome oficial da região índia / indiana, respondeu ontem o Ministério de Exteriores em comunicado .

Hoje, após esclarecer que ia dizer "o mesmo / próprio em Nova Délhi que em Islamabad", Miliband reiterou que os responsáveis do assalto terrorista a Mumbai de finais de novembro devem ser "processados" no Paquistão, apesar de que a Índia exige sua entrega.

No entanto, o diplomata lembrou que o ministro índio / indiano de Exteriores, Pranab Mukherjee, expressou seu "preferência" que os terroristas sejam julgados na Índia, embora não há "descartado" a possibilidade que isto se faça Paquistão.

Ontem Mukherjee disse a um canal índio / indiano que poderia aceitar um "julgamento justo" aos terroristas no Paquistão, embora hoje matizou que isto não significa que a Índia "dilua suas demandas / processos / exigências / reivindicações", já que Nova Délhi quer que os culpados sejam levados perante "a Justiça índia / indiana".

Islamabad, 16 jan (EFE).- O ministro britânico de Relações Exteriores, David Miliband, insistiu hoje durante visita a Islamabad em que "um diálogo intenso entre a Índia e Paquistão deveria resolver a disputa" pela Caxemira, e assegurou que os responsáveis pelo massacre terrorista de Mumbai hão de ser processados no Paquistão.

Em entrevista coletiva transmitida ao vivo pelo canal "Dawn TV", Miliband lembrou que a solução do conflito "não depende do Reino Unido, mas da Índia e do Paquistão".

O chefe da diplomacia britânica, que chegou hoje a Islamabad após quatro dias de visita oficial à Índia, foi repreendido ontem por Nova Délhi após dizer, em artigo publicado no jornal "The Guardian", que a resolução da disputa pela Caxemira "poderia ajudar a tirar os extremistas na região um de seus principais motivos para (empunhar) as armas".

"Não precisamos de conselhos que não pedimos sobre assuntos internos da Índia como Jammu e Caxemira", nome oficial da região indiana, respondeu ontem o Ministério de Relações Exteriores em comunicado.

Hoje, após esclarecer que iria dizer "o mesmo em Nova Délhi e em Islamabad", Miliband reiterou que os responsáveis pelo atentado terrorista que matou 179 pessoas em Mumbai, em novembro devem ser "processados" no Paquistão, apesar de a Índia exigir sua entrega.

Durante sua visita, Miliband reuniu-se com o primeiro-ministro do Paquistão, Yousef Raza Guilani, e com seu colega paquistanês, Shah Mehmood Qureshi.

Segundo um comunicado do escritório de Guilani, o chefe da diplomacia britânica expressou seu desejo de que a tensão entre as duas potências nucleares do Sul da Ásia se "distenda" o mais rápido possível.

Guilani lembrou, por sua vez, que o Paquistão ofereceu uma comissão conjunta de investigação sobre o atentado de Mumbai.

Miliband, da mesma forma que outros líderes, fez escala em Islamabad e Nova Délhi esta semana para aliviar a escalada de tensão entre os dois países.

Hoje o secretário paquistanês de Relações Exteriores, Salman Bashir, reuniu-se em Islamabad com o chefe da delegação diplomática indiana, Satyabrata Pal, a quem comunicou que seu Governo já iniciou uma investigação formal sobre o ataque. EFE igb-amp/jp

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