Reino Unido dá mais dinheiro ao Zimbábue, para remédios e água

Londres, 26 nov (EFE).- O Reino Unido comprometeu-se hoje a conceder mais 3 milhões de libras (3,6 milhões de euros) ao Zimbábue diante da rápida deterioração da situação econômica, de abastecimento e de saúde no país africano.

EFE |

Os fundos, destinados a fornecer medicamentos e água potável para a população, têm a missão de ajudar a frear o surto de cólera no Zimbábue, onde 300 pessoas morreram por esta doença recentemente.

Com esta contribuição, chegará a 47 milhões de libras (56 milhões de euros) a ajuda financeira total fornecida este ano pelo Reino Unido ao Zimbábue, onde a situação foi qualificada de "desesperadora" pelas Nações Unidas.

Ao anunciar esta medida, o titular de Cooperação Internacional, Douglas Alexander, disse, em declaração por escrito ao Parlamento, que "não há dúvida" de que a crise no Zimbábue é resultado do fracasso do Governo de Robert Mugabe, desde 1980 no poder.

Em 2000, Mugabe ordenou uma reforma agrária de cunho racial pela qual o Governo tomou todas as terras de fazendeiros brancos. Depois disso, o país sofreu uma queda de produção e, neste ano, a inflação já chegou a 231.000.000%.

"A situação humanitária no Zimbábue se deteriora rapidamente, com uma escalada do surto de cólera, fazendo uma situação que já é séria ficar pior ainda", afirmou.

A crise é profunda pelo "colapso do sistema sanitário", uma população afetada pela Aids e uma crise alimentícia prolongada, especificou.

Segundo explicou Alexander no texto enviado à Câmara dos Comuns, há cerca de 8 mil casos de cólera, ao todo, pelos quais a situação no Zimbábue deve ser atendida com "urgência".

"Não há dúvida de que isto foi causado por um fracasso sistemático e prolongado da política e a liderança no Zimbábue. Só uma solução política e uma grande mudança na direção da política por parte do Governo do Zimbábue podem ajudar a atender as necessidades", ressaltou o ministro.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou ontem sua preocupação pela crise humanitária, que classificou de "desesperadora" e previu que "piorará nos próximos meses". EFE vg/jp

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