Reino Unido congela bens de cinco iranianos por suposto complô

Medida afeta cinco homens acusados pelos EUA de conspirar para matar embaixador saudita em Washington

iG São Paulo |

AP
Manssor Arbabsiar, um dos iranianos acusados pelos EUA, em foto de 2004
O governo do Reino Unido congelou os bens de cinco iranianos supostamente envolvidos em um complô para assassinar o embaixador saudita nos Estados Unidos , afirmou nesta terça-feira um porta-voz do Ministério de Economia britânico.

Entre os atingidos com as medidas estão os principais suspeitos de envolvimento no caso, Manssor Arbabsiar, americano de origem iraniana de 56 anos, e Gholam Shakuri, suposto membro da Guarda revolucionária do Irã.

Na lista também estão o general Qassem Suleimani, suposto membro da unidade Quds da Guarda Revolucionária do Irã e suspeito de supervisionar o complô, e dois comandantes da Quds, Abdul Reza Shahlai e Qasem Soleimani.

Na semana passada os Estados Unidos congelaram os bens dos mesmos cinco homens.

Na segunda-feira, governo do Irã afirmou estar disposto a examinar as acusações dos EUA . "Estamos preparados para examinar qualquer assunto, mesmo se fabricado, com seriedade e paciência, e pedimos aos EUA que nos enviem qualquer informação relativa ao caso", disse o chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi, segundo a agência oficial iraniana Irna.

O chanceler voltou a afirmar que o Irã pediu aos americanos informações sobre os envolvidos "para identificar seu passado e examinar o caso", mas destacou que as acusações de Washington não têm uma base sólida e apontam para a "criação de uma história" para aumentar a pressão sobre Teerã.

Os EUA acusaram na terça-feira o Irã de um suposto complô para atacar a Embaixada de Israel em Washington e assassinar o embaixador saudita, Adel al-Jubeir - o que aumentou a tensão entre o Irã, os vizinhos árabes e o Ocidente.

O presidente Barack Obama disse que o plano deve provocar sanções mais duras contra o Irã - que já sofre sanções por conta de seu programa nuclear e balístico - e reiterou que todas as opções serão levadas em conta na hora de lidar com a República Islâmica, em uma possível ameaça de ação militar.

Teerã rejeitou imediatamente as acusações e denunciou uma manipulação destinada a dividir os países muçulmanos, proteger Israel e isolar ainda mais a República Islâmica. Para Salehi, "o Irã está sendo vítima de terrorismo, pois nunca esteve envolvido em operações terroristas" e "Washington grita para o mundo acusando a República Islâmica para confundir a opinião pública mundial".

Salehi pediu as autoridades da Arábia Saudita "cautela" a respeito das acusações dos EUA que, em sua opinião, têm como objetivo criar discórdia entre os países do Oriente Médio.

Com EFE e AFP

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