Reino Unido aponta Irã como principal ameaça no Oriente Médio

Abu Dhabi, 24 nov (EFE).- O ministro de Relações Exteriores britânico, David Miliband, assegurou hoje que o Irã é a principal ameaça à estabilidade do Oriente Médio e que seu país trabalha no terreno diplomático contra a proliferação nuclear na região.

EFE |

Miliband participa em reunião de dois dias nos Emirados Árabes Unidos sobre desenvolvimento da energia nuclear com fins pacíficos no Golfo Pérsico.

"O programa nuclear iraniano é muito perigoso, já que se ele desenvolver armas atômicas, sua posição na região se fortalecerá e será mais fácil promover a divisão e a instabilidade", explicou.

Ele afirmou, entretanto, que "a pressão à qual se está submetendo o Irã e as sanções da União Européia e da ONU não são uma tentativa de mudar o regime de Teerã nem antecipação de uma ação armada".

"Estamos 100% comprometidos com uma solução diplomática e trabalharemos estreitamente com a Administração americana neste sentido", ressaltou.

"O Reino Unido apóia um mundo livre de armas nucleares, por isso reduziu seu arsenal, e um Oriente Médio livre destas armas é fundamental", acrescentou.

Miliband disse que o Reino Unido segue tendo grandes interesses na região e deseja um Oriente Médio pacífico, com um Irã que ofereça confiança à comunidade internacional, e no qual palestinos e israelenses tenham seu próprio estado.

Neste sentido, explicou que seu país apóia a aplicação das resoluções da ONU e a fórmula de dois Estados, baseados nas fronteiras de 1967 e com Jerusalém como capital de ambos.

"Esta é a melhor solução para a paz, se não a única esperança", especificou.

Sobre o conflito palestino-israelense, Miliband previu que 2009 será "crucial", já que a situação no terreno se está deteriorando e os esforços da comunidade internacional não estão rendendo frutos.

Na semana passada Miliband visitou Israel e os territórios palestinos, como parte de sua viagem pelo Oriente Médio, e hoje destacou a desesperança e desconfiança que percebeu nos dois lados.

Em seu discurso, em Abu Dhabi, Miliband também abordou a crise financeira e pediu que não se caia no erro de voltar ao protecionismo e acabar com o livre-mercado global. EFE mys-fc/jp

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