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Reino Unido acusa Junta Militar de piorar catástrofe causada pelo Nargis

Londres, 11 mai (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, David Miliband, disse hoje que a Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) é responsável por transformar o desastre causado pelo ciclone Nargis em uma catástrofe de proporções épicas.

EFE |

"Um desastre natural está se transformando em uma catástrofe humana de proporções épicas, e isso, em parte significativa, devido à negligência maligna do regime" militar birmanês, disse o chefe da diplomacia britânica ao programa "Politics Show", da "BBC".

Miliband disse que não ficaria surpreso se o número de vítimas fatais já estivesse em 100 mil, e advertiu que "mais centenas de milhares estão em perigo".

"O assunto fundamental é que a capacidade de resposta dentro do país é, até o momento, inadequada às dimensões do desastre", acrescentou Miliband, que chamou de "absurda" a decisão da Junta Militar birmanesa de realizar o plebiscito constitucional em meio ao desastre.

O ministro britânico disse que há uma mensagem "muito clara" de que a comunidade internacional está disposta a ajudar as vítimas do ciclone, mas que isso não está sendo muito ouvido em Mianmar.

O ministro de Desenvolvimento Internacional britânico, Douglas Alexander, disse que nas últimas horas uma equipe de avaliação do Governo britânico recebeu autorização para entrar em Mianmar.

A ajuda internacional começou a chegar hoje com mais facilidade a Mianmar, mas a Junta Militar continua vetando a entrada dos voluntários estrangeiros no país e distribuindo, segundo seu próprio critério, as doações.

Até o momento, a Junta Militar admitiu a existência de mais de 23 mil vítimas fatais, 37 mil desaparecidos e 1,5 milhão de desabrigados no sul do país, dos quais 260 mil estão em precários acampamentos de refugiados.

No entanto, o último relatório do Escritório de Assistência Humanitária (Ocha) da ONU eleva o número de mortos a entre 63 mil e 102 mil, para 220 mil o de desaparecidos e para quase 2 milhões a quantidade de desabrigados. EFE ep/wr/an

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