Rei marroquino decide não participar das cúpulas da Liga Árabe

Rabat, 15 jan (EFE).- O rei Muhammad VI do Marrocos decidiu não assistir pessoalmente às duas cúpulas da Liga Árabe convocadas no Kuwait e em Doha, anunciou hoje um comunicado do gabinete real.

EFE |

"O rei Mohammed VI decidiu não assistir pessoalmente nem à cúpula árabe extraordinária proposta em Doha, que deveria examinar exclusivamente a agressão israelense contra a Faixa de Gaza, nem à cúpula árabe econômica no Kuwait, que está prevista há muito tempo e que se abre, em particular, sobre a situação na Palestina ocupada", segundo o comunicado.

Esta decisão procede, segundo o comunicado, de "motivações objetivas e considerações deploráveis, perante uma situação árabe que chegou a uma fase de degradação sem precedentes na história da ação árabe comum".

"O simples fato de mencionar a ideia de ter uma cúpula árabe extraordinária gera conflitos e escaladas que levam, às vezes, a antagonismos entre países árabes", acrescentou o comunicado.

"Estes desacordos subsidiários tendem a relegar a segundo plano as causas cruciais da nação, em particular, e, em primeiro lugar, a causa da palestina, além de que ocultam o fundo do conflito na região e servem aos interesses dos verdadeiros inimigos da nação", afirmou a nota.

Segundo o comunicado, "este contexto cheio dos perigos da discórdia dá à opinião pública árabe a impressão de que reina uma atmosfera caracterizada por tentativas destinadas a monopolizar a liderança do mundo árabe e a criar eixos ou áreas de polarização, exercícios aos quais o Marrocos sempre se negou a prestar".

"Nestas circunstâncias críticas, a situação dramática que prevalece na Faixa de Gaza desafia as consciências da nação árabe e, além disso, a escala da humanidade. A este respeito, o povo marroquino, movido por um senso de honra e de orgulho, seguirá oferecendo seu apoio aos irmãos palestinos", concluiu.

O emir do Catar, xeque Hamad Bin Khalifa al-Thani, insistiu em que a chamada de seu país para realizar uma cúpula árabe extraordinária sobre a situação em Gaza amanhã em Doha "ainda está vigente". EFE hm/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG