Rei do Nepal nega que vá se exilar após vitória maoísta em eleições

O Rei do Nepal Gyanendra negou energicamente nesta segunda-feira que vá deixar seu país após a vitória dos maoístas nas eleições legislativas de 10 de abril.

AFP |

Um comunicado do Palácio Real rejeitou o que chamou de "informações mal intencionadas que aparecem na imprensa nacional e internacional nos últimos dias contra o Palácio Real".

"Tais informações indicavam que Sua Majestade iria para a Índia", indicou uma fonte do Palácio Real à AFP.

"Não irá a lugar algum. Não deixará o país", acrescentou a fonte.

O Partido Maoísta ocupará 40% dos assentos da Assembléia Constituinte eleita no dia 10 de abril, superando amplamente em número de representantes os outros partidos, segundo resultados oficiais parciais. Os resultados definitivos deverão ser divulgados na terça-feira.

O desmentido oficial coincide com os apelos para que o monarca abdique, após ter perdido o apoio de grande parte da população e a maioria de suas prerrogativas.

O líder dos maoístas, Prachanda, afirmou na sexta-feira que está tentando convencer Gyanendra a aceitar "voluntariamente" a abdicação, tendo em vista a provável abolição da única monarquia hinduísta do mundo por parte da próxima Assembléia Constituinte, visando a instauração de uma República.

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