Rei da Jordânia pede sinal claro dos EUA para processo de paz

Davos (Suíça), 29 jan (EFE).- O Rei Abdullah II da Jordânia pediu hoje aos Estados Unidos um sinal claro para impulsionar o processo de paz no Oriente Médio, em entrevista publica durante uma sessão da 40ª edição do Fórum Econômico Mundial, realizado na cidade suíça de Davos.

EFE |

Questionado sobre tal necessidade, Abdullah II contestou que a "credibilidade" dos EUA seria posta em dúvida se o país não se envolver de forma mais firme para solucionar o conflito que há décadas coloca frente a frente israelenses e palestinos, e daí toda a região.

"Necessitamos desesperadamente dos Estados Unidos", reiterou.

Consultado sobre a possibilidade - proposta pela direita israelense - que parte da Cisjordânia se incorpore ao reino da Jordânia, o monarca rejeitou taxativamente a ideia.

"A Jordânia não assumirá lugar algum da Cisjordânia. A única solução aceitável e viável é o estabelecimento de dois Estados", assegurou, e acrescentou: "O desafio é convencer a população israelense. Muitos dos políticos aceitam e entendem que a única solução é ter dois Estados, mas convencer o povo é mais difícil".

Em relação ao Irã e a sua suposta ameaça à segurança de Israel, o rei foi claro.

"Se resolvermos o problema da Palestina, também resolveremos o problema do Irã".

"Resolvido o problema da Palestina, por que Irã ia investir tanto dinheiro em um programa militar caríssimo? Mas lembremos que Israel sempre teve algum grande inimigo. No passado foi o Egito, agora é o Irã, se o problema da Palestina for solucionado, a existência de tal inimigo não teria razão de ser".

Para Abdullah II o problema palestino é também a origem que no Oriente Médio e no mundo muçulmano em geral não haja vozes suficientes que rejeitam o extremismo e a violência islamita.

Por isso que reiterou a necessidade de resolver "o mais rápido possível" a situação na Palestina. EFE mh/ma

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