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Rei da Jordânia pede paralisação total de assentamentos israelenses

Amã, 17 set (EFE).- O rei Abdullah II da Jordânia afirmou hoje em reunião em Amã com o enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que a paralisação total da construção de assentamentos israelenses é uma condição para retomar o processo de paz na região.

EFE |

Segundo um comunicado da Casa Real jordaniana, "o monarca advertiu sobre a perda da oportunidade disponível na atualidade para conseguir a paz e pediu a dissuasão de qualquer plano israelense que busque sabotar a retomada das conversas de paz".

Além disso, acusou o Governo israelense de tentar "criar um vazio" para continuar construindo colônias e tomar outras medidas unilaterais que obstaculizam o estabelecimento de um Estado palestino independente.

Durante a reunião, Mitchell insistiu na necessidade de dar "passos tangíveis para desenvolver um ambiente positivo para reiniciar as negociações", segundo a agência estatal jordaniana Petra.

O enviado americano descreveu suas conversas com o monarca como "excelentes" e disse que EUA e Jordânia possuem "um forte compromisso para resolver o conflito palestino-israelense por meio da fórmula de dois Estados".

Nesse sentido, o rei jordaniano se comprometeu a trabalhar com o presidente dos EUA, Barack Obama, para conseguir uma paz global e duradoura na região, de acordo com as resoluções internacionais e "com vistas à criação de um Estado palestino em terra palestina".

Abdullah II pediu a Washington para que "desempenhe um papel de liderança nestas negociações e estabeleça o mecanismo apropriado para garantir conversas que levem a uma solução de dois Estados dentro do contexto regional aceito globalmente e com um calendário definitivo".

Mitchell visitou hoje Amã como parte de uma viagem pela região, que também o levou ao Egito, Israel e aos territórios palestinos.

Amanhã, o enviado americano deve voltar a Israel para continuar as conversas com o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu.

Mitchell está tentando convencer israelenses e palestinos a aceitar o convite de Obama para realizar uma reunião com Netanyahu e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, durante o início do período de sessões da Assembleia Geral da ONU em Nova York na semana que vem. EFE ajm-ssa/bba

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