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Rei da Jordânia pede processo de paz claro e com prazo para O.Médio

Macarena Vidal Washington, 23 abr (EFE).- O processo de paz para o Oriente Médio deve se desenvolver sob bases claras e em um prazo de tempo determinado, disse hoje o rei da Jordânia, Abdullah II, ao presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush.

Bush tenta impulsionar as negociações de paz entre israelenses e palestinos antes de iniciar, mês que vem, uma viagem pelo Oriente Médio.

Para isso, os EUA deram início a uma intensa série de contatos diplomáticos, dos quais fazem parte tanto a reunião de Bush com Abdullah II quanto o encontro que o presidente americano realizará amanhã com o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que chegou hoje a Washington.

Em um café-da-manhã de trabalho na Casa Branca, Abdulla II ressaltou para Bush a importância do papel dos Estados Unidos para eliminar obstáculos nessas negociações de paz, informou em nota a Embaixada da Jordânia em Washington.

O monarca hachemita insistiu em que o processo de paz palestino-israelense deve se desenvolver "sob bases claras e em um prazo de tempo determinado", acrescentou a Embaixada.

Abdullah II também pediu que Israel coloque fim à construção de assentamentos e suspenda o bloqueio e as restrições à movimentação dos palestinos.

Além disso, enfatizou a importância de apoiar os esforços da ANP para melhorar as condições de vida dos palestinos e fortalecer suas instituições.

O presidente americano e o monarca jordaniano discutiram também a crise política no Líbano e os esforços para melhorar a segurança no Iraque.

Abdullah II deve se encontrar, ainda hoje, com o presidente da ANP. Por sua vez, Abbas, que na semana passada se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, conversará, esta tarde, com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

Bush pretende conseguir um acordo de paz entre israelenses e palestinos antes de concluir seu mandato, em janeiro do próximo ano.

Essas conversas atualmente se encontram estagnadas.

O presidente da ANP procura um acordo que estipule prazos específicos para a criação de um Estado palestino em uma data determinada, enquanto as autoridades israelenses tentaram diminuir as expectativas e alguns funcionários falaram de uma mera "declaração de princípios".

Bush tentará intermediar o diálogo entre os dois países na viagem que deve fazer em maio ao Oriente Médio para comemorar o 60º aniversário da criação do Estado de Israel.

Espera-se que, além de Israel, o presidente americano visite a Arábia Saudita e o Egito.

Um dos objetivos dos contatos diplomáticos dos últimos dias é tentar realizar uma conferência de paz na cidade litorânea egípcia de Sharm el-Sheikh, da qual participem israelenses e palestinos.

Em declarações anteriores à sua chegada a Washington, Abbas confirmou que se reunirá com Bush, na mesma cidade, junto ao Mar Vermelho, em 18 de maio.

"Também daríamos as boas-vindas ao primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, nessa cúpula, mas não sabemos se será possível", disse o presidente da ANP.

Funcionários americanos reconheceram que as perspectivas de uma cúpula são, atualmente, restritas.

O objetivo da cúpula é emitir um comunicado sobre o andamento das negociações para demonstrar que existem avanços. Entretanto, israelenses e palestinos se mostram reticentes a isso, devido à distância que os separa.

Antes de Bush iniciar sua viagem ao Oriente Médio, Rice deve passar por Israel e pelos territórios palestinos, além de participar de uma conferência de países doadores que será realizada em Londres sob a Presidência do ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, no dia 2 de maio.

Ao mesmo tempo, está prevista uma reunião do Quarteto de Madri (EUA, Rússia, a União Européia e a ONU), que atua como mediador no processo de paz. EFE mv/db

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