Rei da Jordânia manifesta descrença em paz no Oriente Médio

Madri, 18 out (EFE).- O rei Abdullah II da Jordânia se declarou pessimista quanto à paz no Oriente Médio em entrevista publicada hoje pelo jornal espanhol El País.

EFE |

"Pela primeira vez, sinto-me pessimista. E continuo dizendo que sou um dos líderes mais otimistas" da região, disse o rei jordaniano, que fez uma parada em Madri antes de viajar para a América Latina.

Para o rei Abdullah II, o principal obstáculo ao avanço das negociações de paz é a falta de vontade política de Israel.

"Israel tem que decidir se quer, no futuro, ser uma fortaleza ou se vai se comprometer com o mundo árabe e muçulmano", levando em conta que "um terço da ONU não mantém relações" com o Estado judeu.

"Esta não é uma relação saudável com a comunidade internacional.

Os israelenses não pensam no amanhã. Acho que, em vez de pensar no presente e no medo que sentem, que traz à tona imediatamente a questão da segurança, eles deveriam olhar para o futuro", declarou o rei.

Na entrevista, Abdullah II também pede que os palestinos do Fatah e do Hamas superem suas diferenças, e reconhece que "a distância entre eles é tão grande que, se não pactuarem princípios básicos, não avançarão".

O monarca jordaniano disse ainda que os últimos meses de 2008 serão fundamentais, já que em Israel haverá um novo Governo ou pleito, nos Estados Unidos será eleito um novo presidente e na Palestina também haverá uma eleição.

O processo de paz no Oriente Médio será um dos assuntos do qual o monarca jordaniano tratará em Madri, onde, junto com sua mulher, Rania, será recebido pelos reis Juan Carlos e Sofía, e também pelo presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.

Abdullah II, que ainda hoje embarca para o Chile, também quer aproveitar as boas relações que a Espanha tem com os países da América Latina para impulsionar as trocas comerciais da Jordânia com a região. EFE nac/wr/sc

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