Rei da Jordânia é 1º chefe de Estado árabe a ir ao Iraque

O rei Abdullah, da Jordânia, reuniu-se com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e com o vice-presidente, Adel Abdel Mahdi, na segunda-feira, na primeira visita de um chefe de Estado árabe ao Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos que derrubou o presidente Saddam Hussein, em 2003. A visita tem grande simbolismo, segundo o correspondente da BBC na capital iraquiana, Bagdá, Crispin Thorold.

BBC Brasil |

Observadores dizem que os Estados árabes governados por muçulmanos sunitas, que incluem a Jordânia, estão preocupados com o aumento do poder xiita e a influência iraniana no Iraque pós-Saddam Hussein.

Há muito tempo os Estados Unidos vêm pedindo aos seus aliados sunitas que melhorem suas relações com o governo de Bagdá.

A Jordânia anunciou que vai reabrir sua embaixada em Bagdá, danificada em um bombardeio em 2003 e que sinalizou o começo de uma rápida retirada de diplomatas árabes sunitas do Iraque, disse Thorold.

"Esta visita vai abrir um novo capítulo nas relações entre os dois países que vai ajudar a manter a estabilidade e a segurança no Iraque e em toda a região", afirmou Maliki depois do encontro com o rei jordaniano.

Em nota, o rei Abdullah disse que tinha "renovado seu apoio ao governo iraquiano e seu apoio pelos esforços para propagar a estabilidade da segurança e pela reconstrução".

Sunitas e xiitas

O rei Abdullah concordou em visitar o Iraque em junho, durante viagem a Amã de Maliki para renovar um acordo para vender petróleo iraquiano a preços mais baixos para a Jordânia. O país depende muito de petróleo iraquiano.

Além de ser um alvo para a insurreição contra os Estados Unidos no Iraque, a Jordânia é um grande aliado e receptor de ajuda.

O país abriga entre 500 mil e 750 mil refugiados iraquianos que fugiram da violência em território iraquiano.

Embaixadas

Poucos países árabes indicaram embaixadores para Bagdá e nenhum dos nomeados chegou ainda ao país.

Nos últimos meses, os governos dos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrain também anunciaram a reabertura de suas missões no Iraque.

A Jordânia foi um aliado de Saddam Hussein durante a guerra Irã-Iraque na década de 80, e apoiou Bagdá após a invasão do Kuwait em 1990, que deu ensejo à primeira Guerra do Golfo.

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