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Rei da Jordânia chama de ilegais escavações de Israel em Jerusalém Oriental

Amã, 3 nov (EFE).- O rei Abdullah II da Jordânia classificou hoje de ilegais as escavações de Israel na Porta dos norte-africanos, um dos pontos de acesso à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental, segundo um comunicado da Casa Real.

EFE |

Abdullah II fez estas declarações durante uma reunião hoje com o diretor-geral da organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Koichiro Matsuura, na capital jordaniana.

"O rei tratou com Matsuura a situação na Porta dos norte-africanos, e rejeitou as medidas tomadas por Israel, que poderiam pôr em risco a natureza islâmica do lugar que a Unesco considerou patrimônio humano e da civilização, que não deveria ser modificado", disse a nota.

Em outubro passado, a Unesco adotou uma resolução sobre o acesso à Porta dos norte-africanos, na qual pede que o desenho do plano de urbanização, elaborado por Israel, inclua a opinião de todas as partes, e que se respeite o espírito e o texto das decisões tomadas pelo Comitê do Patrimônio Mundial.

Além disso, Abdullah II acusou ilegalidade nas medidas israelenses nessa porta e pediu às autoridades hebréias que sigam a lei internacional, "em particular à quarta Convenção de Genebra e à Convenção de Haia de 1954".

A Convenção de Genebra (1949) estipula que as forças ocupantes não podem confiscar nem destruir nenhuma propriedade pública, privada ou pertencente a instituições, nos territórios ocupados, enquanto a de Haia se refere à proteção de bens culturais em caso de conflito armado.

O Governo israelense, que assinou ambas as convenções, argumenta que o objetivo das escavações é construir uma ponte e um corredor.

Os muçulmanos protestaram reiteradamente por estas obras, já que consideram que põem em perigo os alicerces da antiga Mesquita de al-Aqsa, terceiro lugar sagrado do Islã.

Segundo o tratado de paz assinado entre Jordânia e Israel em 1994, as autoridades israelenses dão a Amã o poder de velar pelo estado dos santuários muçulmanos e cristãos em Jerusalém Oriental, anexada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. EFE ajm/jp

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