Rei da Jordânia adverte de conseqüências regionais da crise libanesa

Amã, 13 abr (EFE).- O rei Abdullah II da Jordânia, que se reuniu hoje com o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, alertou sobre as repercussões que a crise do Líbano pode ter em toda a região, segundo um comunicado oficial.

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"O rei advertiu que, se continuar a atual situação no Líbano, as repercussões não afetarão só esse país, mas também influirão na segurança e na estabilidade de toda a região", afirmou a nota emitida pela Casa Real jordaniana.

Abdullah II mostrou seu apoio aos "esforços do Governo libanês com o objetivo de alcançar uma solução para a atual crise política".

O primeiro-ministro libanês chegou no início do dia à Jordânia, dentro de uma viagem pelos países árabes.

Siniora se reuniu com o rei Abdullah para informar sobre os resultados de suas visitas e "as opções colocadas pelo Executivo libanês para garantir a unidade e a reconciliação nacional", informou o comunicado oficial.

A Jordânia não esteve presente à cúpula árabe realizada em Damasco, em março, com o objetivo de pressionar a Síria, que vários atores internacionais culpam de estar por trás do vazio presidencial existente no Líbano.

O Líbano está sem chefe de Estado desde novembro do ano passado, e as divergências entre a maioria anti-Síria e a oposição pró-síria impossibilitaram a escolha de um candidato para o cargo.

A Liga Árabe elaborou um plano para tirar o Líbano da estagnação política, que prevê a designação imediata de um presidente, a formação de um Governo de união nacional e a reforma da lei eleitoral.

A visita de Siniora à Jordânia coincide com a do presidente do Parlamento libanês, Nabih Berrih, importante líder da oposição, ao Egito, para onde viajou dentro de uma viagem internacional para tentar buscar apoio, a fim de solucionar a crise no Líbano. EFE ajm/an

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