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Rei da Espanha dá a Chávez camisa com ¿Por qué no te callas?

MADRI - O rei Juan Carlos 1º da Espanha presenteou, nesta sexta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com uma camiseta ilustrada com a famosa frase ¿Por qué no te callas? (Por que não se cala?), que http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2007/11/13/urgente_chavez_afirma_que_nao_ficara_calado_diante_de_ninguem_1080440.htmlestremeceu as relações diplomáticas entre espanhóis e venezuelanos.

Redação com EFE |


Chávez se encontrou com o rei Juan Carlos em Mallorca / Reuters

Durante o encontro entre os dois hoje no Palácio de Marivent, na residência de verão da família real espanhola em Palma de Mallorca, o monarca entregou a camiseta a Chávez, conforme o presidente venezuelano contou para a imprensa em Madri.

No Palácio da Moncloa, residência do presidente do governo espanhol, Chávez tentou mostrar aos jornalistas a camisa que recebeu do rei, mas ninguém de sua delegação encontrou o presente naquele momento.

O que o presidente venezuelano contou foi que pediu a seu "amigo Juan Carlos de Borbón" um "dinheirinho" pelos direitos autorais de propriedade intelectual gerados pela famosa frase , já que foi mérito dos dois.

Na época causou "furor", mas agora ficará na "lembrança", para rir por toda a vida cada vez que for lembrada, comentou Chávez, cuja visita à Espanha despertou o interesse da imprensa.

Em novembro de 2007, na reunião da Cúpula Ibero-americana do Chile, Chávez insistia em interromper o chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que tentava defender seu predecessor, o conservador José María Aznar, das duras críticas feitas pelo presidente venezuelano, que o chamou de "fascista". (Assista ao vídeo abaixo)


Cooperação entre países

Após o encontro com o rei em Palma de Mallorca, Chávez se reuniu em Madri com o presidente do governo espanhol, com quem almoçou e deu uma coletiva de imprensa.

Ambos ratificaram o desejo de relançar as relações bilaterais com projetos de cooperação concretos, nos quais o petróleo e a Repsol terão um papel de destaque.

Fontes do Executivo espanhol informaram à Agência EFE que Chávez e Zapatero acertaram a criação de um grupo de trabalho que articule a venda de dez mil barris diários de petróleo à Espanha a um preço de US$ 100 por barril em troca de tecnologia espanhola e investimentos .

Para isso, seria criado um fundo para o qual seria destinada a fatura da venda desses barris de petróleo e através do qual seriam financiados projetos na Venezuela.

Em coletiva de imprensa, Chávez falou da importância da participação da Repsol em projetos na Faixa do Orinoco, uma das maiores reservas petrolíferas do mundo e onde seu país precisa de "bilhões em investimentos".

A empresa espanhola já começou a trabalhar com a Venezuela em um dos poços da Faixa e manifestou seu interesse em uma licitação de um segundo poço.

Segundo Chávez, a companhia petrolífera espanhola, junto à estatal venezuelana PDVSA, pode produzir "200 mil barris diários que poderiam ir diretamente para a Espanha".

Polêmica da imigração

O governante venezuelano, que ameaçou com represálias as empresas dos países da União Européia que aplicarem a recém aprovada diretiva de retorno dos imigrantes ilegais, evitou hoje de referir a eventuais medidas de resposta e se mostrou conciliador.

"Trazemos idéias para buscar fórmulas (...) não queremos chegar a nenhum tipo de confronto, mas sim buscar soluções", disse Chávez.

Como parte dessa busca propôs criar "uma mesa de negociações entre Europa, especialmente Espanha e Portugal" e os países latino-americanos.

A nova lei fixa um prazo máximo de 18 meses de retenção dos imigrantes em situação irregular enquanto é tramitada a sua repatriação, e que os que forem expulsos não poderão entrar de novo na UE em um período de cinco anos.

O governo espanhol reiterou que a diretiva européia não altera a legislação espanhola sobre o assunto.

Chávez concluiu em Madri a viagem que teve escalas na Rússia, em Belarus e em Portugal, e retorna hoje a Caracas.

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