Rei belga confia a ex-premiê tarefa de liderar formação de novo Governo

Bruxelas, 22 dez (EFE).- O rei Alberto II confiou ao ex-primeiro-ministro Wilfrid Martens a tarefa de fomentar um acordo entre os partidos para permitir a formação rápida de um novo Governo na Bélgica, três dias depois da crise provocada pelo caso Fortis.

EFE |

Após aceitar formalmente a renúncia do Executivo presidido pelo democrata-cristão flamengo Yves Leterme, o monarca recebeu hoje em audiência o experiente político, que aceitou sua nova incumbência, segundo comunicado do Palácio Real.

Martens, de 72 anos, atual presidente do Partido Popular Europeu (PPE), foi premiê na Bélgica por mais de uma década. Liderou seis Governos de coalizão entre 1979 e 1992, com uma interrupção de apenas oito meses em 1981.

Membro do partido democrata-cristão flamengo (CD&V), o mesmo de Leterme, sua missão consistirá em analisar as possibilidades de designação de um novo Executivo para fazer frente o mais rápido possível aos graves problemas políticos e econômicos belgas.

Leterme apresentou na sexta-feira sua renúncia, apenas nove meses depois de assumir o cargo.

O premiê tinha sido acusado de ter pressionado juízes a fim de evitar a anulação da venda do Fortis, maior grupo financeiro do país, ao banco francês BNP Paribas.

Em comunicado aos meios de comunicação após a decisão do rei, o líder flamengo voltou a negar hoje ter interferido no andamento do trabalho da Justiça.

"Em nenhum momento houve interferência. Tampouco houve tentativa de obstaculizar o procedimento judicial", afirma o primeiro-ministro, que reitera ter atuado sempre em defesa do interesse geral.

Segundo seus próprios colaboradores, Leterme decidiu renunciar para voltar suas atenções aos trabalhos da comissão parlamentar que investigará o escândalo e "limpar" sua imagem. EFE mrn/fr

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