Rei Abdullah 2º da Jordânia destitui governo e nomeia novo premiê

Medida é tomada após várias manifestações, inspiradas na Tunísia e Egito, reivindicando queda do ex-primeiro-ministro

iG São Paulo |

O Palácio Real da Jordânia anunciou que o rei Abudullah 2º destituiu seu governo depois dos protestos de rua e pediu a um ex-general do Exército para formar um novo gabinete.

A medida de Abdullah é tomada depois que milhares de jordanianos saíram às ruas - inspirados pela queda do presidente da Tunísia e pelos tumultos no Egito - para reivindicar a renúncia do primeiro-ministro Samir Rifai, que é culpado pelo crescimento nos preços dos combustíveis e alimentos e pela desaceleração das reformas políticas.

De acordo com o Palácio Real, o gabinete de Rifai renunciou nesta terça-feira. Abdullah também nomeou Marouf al-Bakhit como premiê designado e o encarregou de realizar "verdadeiras reformas políticas".

A missão de Bakhit, que ocupou o cargo de primeiro-ministro entre 2005 e 2007, é tomar "passos práticos, rápidos e tangíveis para lançar verdadeiras reformas políticas, melhorar o impulso democrático e assegurar seguras e decentes condições de vida para todos os jordanianos", indicou o rei na carta de demissão. 

Bakhit, um ex-militar que foi embaixador em Israel em 2002 e na Turquia em 2005, tem uma grande popularidade na Jordânia, e sua nomeação deve acalmar a opinião pública.

Protestos no Egito

Dezenas de milhares de manifestantes estão reunidos no centro do Cairo , capital do Egito, nesta terça-feira, na maior mobilização popular contra o presidente do país, Hosni Mubarak, desde o início da onda de protestos que já dura uma semana.

A manifestação convocada para esta terça-feira espera reunir um milhão de egípcios na praça Tahrir (ou praça da "Libertação"), epicentro dos protestos contra o regime de Mubarak, que está no poder há três décadas.

Outra manifestação também foi convocada em Alexandria, a segunda maior cidade do país. Cerca de 50 mil pessoas protestam diante da mesquita Qaed Ibahum e da estação de trem localizadas na região central. Os manifestantes agitam bandeiras egípcias e pedem a queda de Mubarak

A Frente de Ação Islâmica (FAI), principal partido de oposição na Jordânia, declarou que, ao contrário do que acontece no Egito, sua formação não exige uma mudança do regime com a saída do rei Abdullah, e sim reformas políticas.

*Com AP, AFP, BBC e EFE

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