Regime militar da Mauritânia afirma que ex-líder aceitou deixar política

Nuakchott, 14 nov (EFE) - O Governo que surgiu após o golpe de Estado de 6 de agosto na Mauritânia assegurou hoje que o deposto presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi se comprometeu a deixar a cena política.

EFE |

O ministro da Comunicação, Mohamed Ould Med Abderrahmane Ould Moine, disse à imprensa que o ex-presidente foi posto em liberdade na quinta-feira conforme as regras mauritanas, árabes e africanas, "que concedem às pessoas de idade todas as considerações".

Abdallahi foi levado na quinta-feira pelas autoridades militares do Palácio de Congressos de Nuakchott, onde permanecia detido, a seu povoado natal, Lemden, 260 quilômetros ao leste da capital, onde pôde receber seus seguidores e os partidos que se opõem ao golpe.

No entanto, a declaração do ministro de Comunicação contradiz a versão do ex-líder, que, em entrevista concedida na quinta-feira à televisão catariana "Al Jazira", assegurou que ainda se considera o presidente legítimo da Mauritânia.

O ministro acrescentou que os preparativos para restabelecer a democracia estão caminhando bem e convidou todos a participarem de "um fórum para contribuir para desenhar os contornos de uma nova Mauritânia, com uma gestão transparente e racional".

Sobre a liberdade de imprensa após o "movimento de retificação" - termo usado pela Junta militar para se referir ao golpe de Estado -, Moine assegurou que as autoridades não impõem censura alguma e que, ao contrário, foram suprimidos os impostos sobre o papel para facilitar aos periódicos sua difusão.

Tudo isto ocorre a menos de uma semana para que expire o ultimato concedido pela União Européia (UE) à Junta militar para que restabeleça a ordem constitucional, sob a ameaça de sanções. EFE moo/db

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