Região da China volta a ter acesso à internet após seis meses

PEQUIM - A região autônoma uigur de Xinjiang (no noroeste da China) começou a ter restabelecido o acesso de seus 20 milhões de habitantes à internet, cortado durante meio ano após sangrentos incidentes em julho, em sua capital regional, Urumqi, informou nesta quarta-feira o jornal oficial China Daily.

EFE |

Desde esta terça-feira, os internautas na região podem acessar pela primeira vez em quase meio ano a duas páginas oficiais (a da agência oficial, "Xinhua", e a do "Diário do Povo", porta-voz do Partido Comunista da China) e com limitações, já que não podem deixar comentários. O próximo passo será dar acesso a certas contas de e-mail.

No último dia 5 de julho, protestos de uigures nas ruas principais de Urumqi ocasionaram violentos ataques contra imigrantes chineses da etnia han (majoritária no país), revoltas que ocasionaram a morte de aproximadamente 200 pessoas, em sua maioria han.

Os uigures protestavam pelo linchamento de trabalhadores de sua etnia na província de Cantão, no sul da China, meses antes, quando morreu pelo menos um membro do povo, de religião muçulmana e ligação com outros da Ásia Central.

Logo após, foi ordenado o corte da internet e das ligações telefônicas internacionais em Xinjiang, para prevenir uma extensão das revoltas, segundo as autoridades.

A impossibilidade de fazer chamadas internacionais continua, embora as autoridades de Xinjiang tenham se comprometido a dar fim às restrições em um futuro próximo.

A China é o país com mais internautas do mundo, mais de 300 milhões, mas também um dos que mais limita os conteúdos, desde sites de ONGs que criticam o regime de Pequim às páginas de grupos separatistas tibetanos ou uigures, passando por serviços populares, como Facebook ou YouTube.

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