A eleição do novo prefeito do departamento de Chuquisaca, onde a favorita é a opositora indígena Savina Cuéllar, pode alterar o mapa político contra o presidente Evo Morales e a favor de quatro das nove regiões bolivianas que reclamam sua autonomia.

A eleição de Cuéllar como nova prefeita não implica, no entanto, que Chuquisaca assumirá de imediato a autonomia, regime que não consta da atual Constituição e que tampouco apóia os referendos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando, onde os governos autônomos tiveram aprovação popular.

Essa eleição em Chuquisaca em outras circunstância seriam rotineiras, mas devido à crise vivida pela Bolívia quanto à questão da autonomia, pode ter repercurssões significativas.

Além de Cuéllar, que tem 54% das intenções de voto, segundo o instituto Ipsos, compete o candidato oficial Walter Valda, ex-ministro da Água e sociólogo, com 13%, e o também opositor Felipe Cruz, com apenas 6%.

Cuéllar é ex-constituinte do Movimento Ao Socialismo (MAS, no poder) defensora da causa da autonomia e se afastou de sua formação depois da decisão de não reconhecer o pedido de Chuquisaca de recuperar a sede do governo da Bolívia, trasferida há um século para La Paz.

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