Refugiados e deslocados internos foram 37,4 milhões em 2007, diz Acnur

Londres, 17 jun (EFE).- O número de refugiados e deslocados internos no mundo todo alcançou no final do ano passado o número recorde de 37,4 milhões, segundo um relatório apresentado hoje, em Londres, pelo responsável do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres.

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O Acnur calcula em 31,7 milhões as pessoas com direito a seu apoio e proteção, número que não inclui, entre outros grupos, os 4,6 milhões de refugiados palestinos, que estão aos cuidados de outra agência especializada das Nações Unidas.

"Após termos assistido a uma queda (desses números) durante cinco anos, vimos aumentar nos dois últimos anos, e é preocupante", disse Guterres, que acrescentou que uma "combinação de desafios globais" pode levar a novos aumentos de deslocados no futuro.

Esses desafios incluem de situações de emergência relacionadas à explosão de conflitos armados até a degradação ambiental devido à mudança climática ou à crescente concorrência por recursos cada vez mais escassos.

Guterres citou também entre os desafios a espetacular alta dos preços dos alimentos, que atinge, principalmente, os mais pobres e gera instabilidade em muitos lugares.

Segundo o relatório apresentado por Guterres em entrevista coletiva, o número de refugiados sob a responsabilidade direta desse organismo da ONU passou de 9,9 milhões para 11,4 milhões no final de 2007.

O número de deslocados por causa de conflitos cresceu de 24,4 milhões para 26 milhões, segundo números do Centro de Observação de Deslocados Internos.

O Acnur oferece atualmente proteção, assistência direta ou indireta a 13,7 milhões de deslocados internos em um total de 23 países, frente aos 12,8 milhões em 2006.

Entre os deslocados internos, o relatório cita três milhões na Colômbia - número oferecido pelo Tribunal Constitucional desse país, 2,4 milhões no Iraque, 1,3 milhão na República Democrática do Congo, 1,2 milhão em Uganda e 1 milhão na Somália.

O relatório do Acnur se refere também a outras categorias que preocupam essa agência da ONU, entre elas os apátridas, os solicitantes de asilo e os refugiados devolvidos a seus países de origem. EFE jr/an

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