Cerca de cem membros de grupos reformistas do Irã, incluindo dirigentes, teriam sido presos, acusados de orquestrar os protestos violentos que tomaram as ruas de Teerã no sábado, após o anúncio da reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Partidários do principal candidato da oposição, Mir Hossein Mousavi, foram levados de suas casas durante a noite, entre eles Reza Khatami, irmão do ex-presidente Mohammad Khatami, um ex-porta-voz do governo e um ex-vice-líder do parlamento.

O paradeiro de Mousavi é desconhecido, mas acredita-se que ele esteja em liberdade.

A agência estatal de notícias iraniana Irna acusou alguns dos detidos de "orquestrar a violência que se espalhou pela capital no sábado".

Segundo o correspondente da BBC em Teerã Jon leyne, após um clima de calma no início da manhã, há relatos de novos enfretamentos entre a polícia e os manifestantes nos arredores do prédio da Irna e no subúrbio de Islamshah.

A polícia ergueu barreiras de concreto para impedir o acesso a algumas áreas do centro da cidade.

Há relatos de que muitos iranianos estejam demonstrando sua revolta e frustração com a reeleição do presidente Ahmadinejad por meio de mensagens publicadas no site de relacionamentos Twitter, um dos poucos a permanecer acessível.

As autoridades iraninas teriam bloqueado o acesso a sites como Facebook e YouTube, numa tentativa de calar as vozes da oposição. Linhas de celular também teriam sido cortadas para impedir que manifestantes se comuniquem.

Apoio
As atenções agora se voltam para o grande comício da vitória que Ahmadinejad realizará neste domingo pelas ruas da capital.

Importantes políticos iranianos declararam seu apoio ao presidente, entre eles o porta-voz do parlamento Ali Larijani, também chefe do judiciário.

Mohsen Rezai, que obteve apenas 1,7% dos votos, declarou que Ahmadinejad foi eleito presidente por meio de "procedimentos legais".

"Eu vou apoiá-lo num esforço para prevenir atrasos no fornecimento de serviços ao povo", disse ele em comunicado.

O presidente já conta com o apoio do supremo líder do país, aiatolá Ali Khamenei, que endossou sua vitória no sábado.

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