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Reformas de Raúl Castro aumentarão desejo de mudança , dizem especialistas

Miami, 8 abr (EFE) - As reformas econômicas empreendidas pelo presidente cubano, Raúl Castro, em vez de acalmar as expectativas da população cubana, aumentarão o seu desejo por mudança, declararam hoje em Miami vários especialistas. A liberalização da venda de telefones celulares, computadores, DVDs e eletrodomésticos, entre outros, responde a uma tentativa de Raúl Castro de satisfazer as demandas urgentes dos cubanos, disse em uma conferência telefônica Jaime Schulicki, diretor do Instituto de Estudos Cubanos da Universidade de Miami (UM). Em sua opinião, são medidas muito gradativas e pequenas, uma série de mudanças menores e ajustes que, de nenhuma maneira deve indicar que Cuba se movimenta em direção à economia de mercado, nem, muito menos, rumo a uma mudança política. Schulicki defendeu que a pergunta essencial é: Por que Raúl Castro colocou estas medidas em andamento? Uma questão que, de acordo com ele, encontra resposta no âmbito sociológico e econômico. Em primeiro lugar, disse, as pesquisas realizadas pelo Governo cubano detectaram significativas expectativas de mudança, por isso consideraram oportuno diminuir a pressão mediante a realização de reformas, embora sejam muito limitadas. Depois, prosseguiu, há fortes razões econômicas para fazer isso, como para incentivar o envio de dinheiro à ilha, algo que pode estimular a população a comprar artigos de venda permitida. Em qualquer caso, se trata de equipamentos e produtos q...

EFE |

Ele concorda que o objetivo perseguido pelo plano de "pequenas mudanças" introduzido na ilha é aliviar o risco das "pressões políticas que o Governo cubano sente, particularmente em Havana".

Quanto ao embargo que os Estados Unidos mantêm desde 1962 contra Cuba, Freyre declarou que é muito provável que se origine no Congresso dos Estados Unidos um debate que busque sua revisão e encoraje "pressões para lhe suavizar".

O advogado se referiu a uma revisão que alteraria aspectos muito específicos, como aqueles relacionados a uma maior flexibilidade no envio de produtos agrícolas a Cuba ou uma redução das restrições de viagens de familiares a Cuba.

Outro ponto seria a possibilidade de conseguir acordos entre Cuba e EUA no campo da energia e da biotecnologia.

No entanto, não são percebidas na ilha as condições de abertura para que o Governo americano estude retirar o embargo ou modificar a lei Helms-Burton, disse Freyre.

Nesse sentido, destacou que esta lei, aprovada em 1996 após a queda de dois aviões por caças Mig cubanos, é "muito clara em sua definição sobre o que é um Governo de transição". E o de Cuba não é, afirmou.

Para isso, esclareceu, o Governo cubano deveria legalizar as atividades políticas, liberar todos os presos políticos, convocar eleições livres, respeitar os direitos humanos e permitir a associação em sindicatos, entre outros itens.

Além disso, o Governo americano não aceita mudança em sua política em relação a Cuba, seja com "Fidel ou Raúl Castro" no poder, acrescentou.

José Azel, também professor do Instituto de Estudos Cubanos da UM, afirma que se constata em Cuba um processo de "sucessão política, mas não de transição" democrática. EFE emi/bf/db

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