Reforma na saúde é fundamental para a economia, diz Obama

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou nesta quarta-feira que a reforma do sistema público de saúde nos Estados Unidos é central para a recuperação econômica do país.

Redação com agências internacionais |

Em breve pronunciamento, com o qual abriu uma entrevista coletiva, Obama assegurou que, após herdar a pior crise econômica em mais de 50 anos, "conseguiu evitar o pior". Porém, frisou que "ainda há muito a fazer" e que "a reforma sanitária é central neste esforço".


Obama concedeu entrevista coletiva na noite desta quarta-feira / AFP

Para Obama, é preciso estancar o crescimento dos custos com saúde, que respondem por 17,6% do Produto Interno Bruto dos EUA. "É por isso que eu disse que mesmo que resgatemos essa economia da crise, temos que reconstruí-la para que seja mais forte do que antes", disse.

Com a entrevista, a quarta transmitida em horário nobre da televisão em seus seis meses de governo, Obama quer promover o apoio do público à reforma de saúde, uma de seus grandes promessas eleitorais e cujo apoio diminuiu gradualmente entre os eleitores e o Congresso.

Segundo Obama, os cerca de 48 milhões de americanos que precisam de cobertura de saúde estão esperando sua liderança. "Não devemos despontá-los. Aprovaremos uma reforma que reduza os custos, aumente as opções e forneça uma cobertura confiável", disse o presidente, assegurando que as mudanças acontecerão ainda "este ano".

Um dos principais argumentos contrário à medida é seu custo, que alguns analistas avaliam em cerca de US$ 1 trilhão. "A reforma do sistema sanitário não engordará nosso déficit nos próximos dez anos, e falo sério", afirmou Obama. 

Segundo ele, "dois terços do custo da reforma podem ser cobertos redistribuindo o dinheiro que simplesmente se desperdiça em programas de saúde federais".

AFP
Obama afirmou que reforma é "essencial" para a economia

Obama insistiu que o momento para a reforma é favorável, apesar de sinais de tensões no Congresso, e acrescentou que os parlamentares estão próximos de um acordo para reduzir os custos do plano.

"Estamos agora vendo um amplo acordo graças ao trabalho que foi feito nos últimos dias. Então, mesmo que ainda tenhamos algumas questões a serem resolvidas, o que mais impressiona neste momento não é o quanto ainda temos que percorrer, mas o quanto já percorremos", afirmou.

(Com informações da Reuters e da EFE)

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