Por John Whitesides e Donna Smith WASHINGTON (Reuters) - Os democratas do Senado norte-americano superaram nesta terça-feira a segunda das três barreiras da reforma da saúde do presidente Barack Obama, levando o projeto de lei a um passo mais próximo da aprovação até o Natal.

Pelo segundo dia consecutivo, os democratas conseguiram 60 votos em linha com o partido para cortar o debate sobre o projeto da reforma da saúde e levá-lo adiante à aprovação final, superando a oposição republicana unânime.

A última barreira dos 60 votos terá de ser vencida na quarta-feira, com uma votação sobre a aprovação final -- que requer maioria simples --, agora marcada para o final da véspera de Natal, na quinta-feira, se os republicanos usarem todo o seu tempo de debate previsto, como prometeram.

O Senado também aprovou uma emenda de 383 páginas do líder democrata Harry Reid, fazendo modificações no projeto, derrubando um plano de previdência gerenciado pelo governo e intensificando as restrições ao uso de verba federal para os abortos.

As mudanças ajudaram a garantir o 60º voto para os democratas na principal prioridade legislativa de Obama, que consumiu meses de trabalho no Congresso e deflagrou intensas discussões políticas.

"Há muita tensão no Senado", disse Reid após as votações.

Uma vez aprovado, o projeto do Senado precisa ser combinado com uma versão aprovada pela Casa dos Representantes no mês passado, no que promete ser uma negociação difícil. As duas câmaras precisam aprová-lo mais uma vez antes de enviar o documento para a assinatura de Obama.

As negociações devem ser duras, com divergências em questões como o plano dirigido pelo governo (que consta do projeto da Casa dos Representantes, mas não no do Senado), aborto e abordagens diferentes sobre como pagar pelas mudanças.

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