Reforço de tropas vai reverter avanços do Taliban, dizem EUA

Por Jon Hemming CABUL (Reuters) - O principal comandante militar norte-americano disse neste domingo que o reforço de tropas que será enviado ao Afeganistão neste ano começará a reverter avanços da insurgência liderada pelo Taliban, que ganhou terreno nos últimos três anos.

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O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, Mike Mullen, visitava Cabul com o enviado especial norte-americano, Richard Holbrooke, um dia depois de a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ter concordado em aumentar o número de tropas, antes da eleição presidencial afegã, em agosto.

Os líderes da Otan decidiram numa reunião no sábado enviar um reforço de 3.000 homens para garantir a segurança das eleições de 20 de agosto, um teste decisivo para os Estados Unidos, já que o presidente Barack Obama fez do Afeganistão um tema chave da sua política externa.

O reforço da Otan se somará aos 17 mil novos soldados dos Estados Unidos que chegarão em julho e aos 4.000 norte-americanos que chegarão antes de setembro para treinar forças afegãs. Todos se juntarão às tropas internacionais de 70 mil homens já no Afeganistão.

"Estou convencido de que essa capacidade adicional vai começar a nos possibilitar a reverter a corrente", afirmou Mullen a jornalistas. A maioria das tropas irá para o sul, reduto do Taliban.

"Este ano é crítico. Todo ano é, mas 2009 é vital e pode ser decisivo", declarou Mullen.

Depois que os Estados Unidos expulsaram o Taliban em 2001, após o 11 de Setembro, os líderes do Taliban foram para regiões tribais do Paquistão, se reagruparam e lançaram a insurgência que cresce desde 2005.

"A tendência no sul e no leste nos últimos três anos está indo na direção errada", disse Mullen.

A estratégia de Obama enfatiza a relação diplomática com os vizinhos do Afeganistão e potências regionais, além de apoio para o desenvolvimento econômico.

Holbrooke afirmou que encontrara colegas enviados especiais de países da Otan, além de representantes da China, Rússia e Índia, em Munique.

"Foi gratificante ver que a estabilidade no Afeganistão é interesse de todos", afirmou Holbrooke.

Segundo ele, os Estados Unidos não vão nem apoiar nem se opor a candidatos específicos nas eleições de agosto, incluindo o atual mandatário. Vão pressionar por eleições justas.

A maioria dos partidos afegãos aceitaram que o presidente Hamid Karzai fique no cargo até as eleições. Agora, o foco é garantir que ele não use o seu posto para fazer campanha.

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