Votação começa sem incidentes graves http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/10/morales_vota_em_chapare_acompanhado_dos_filhos_e_apoiado_por_bases_sindicais_1530124.html target=_topMorales vota acompanhado dos filhos http://publicador05.brti.com.br/publicador/sites/materias/Prefeito de Santa Cruz vota confiante na vitória da autonomia boliviana target=_topPrefeito de Santa Cruz vota confiante na vitória do não http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/10/oea_apoia_justica_eleitoral_boliviana_sobre_interpretacao_do_referendo_1530101.html target=_topOEA apóia Justiça boliviana sobre interpretação do referendo http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/08/08/analise_referendo_nao_resolve_polarizacao_na_bolivia_1505983.html target=_topReferendo não resolve polarização na Bolívia " / Votação começa sem incidentes graves http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/10/morales_vota_em_chapare_acompanhado_dos_filhos_e_apoiado_por_bases_sindicais_1530124.html target=_topMorales vota acompanhado dos filhos http://publicador05.brti.com.br/publicador/sites/materias/Prefeito de Santa Cruz vota confiante na vitória da autonomia boliviana target=_topPrefeito de Santa Cruz vota confiante na vitória do não http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/10/oea_apoia_justica_eleitoral_boliviana_sobre_interpretacao_do_referendo_1530101.html target=_topOEA apóia Justiça boliviana sobre interpretação do referendo http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/08/08/analise_referendo_nao_resolve_polarizacao_na_bolivia_1505983.html target=_topReferendo não resolve polarização na Bolívia " /

Referendo na Bolívia influencia lideranças na América Latina

SÃO PAULO - O referendo realizado na Bolívia neste domingo tem importância para o cenário político da América Latina já que pode ratificar a posição e o desempenho de um personagem de destaque no continente, além de colocar em pauta o desempenho de outros líderes de esquerda com inclinações populistas da região eleitos na última década. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/10/comeca_referendo_na_bolivia_com_abertura_de_mesas_e_sem_incidentes_1529933.html target=_topVotação começa sem incidentes graves http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/10/morales_vota_em_chapare_acompanhado_dos_filhos_e_apoiado_por_bases_sindicais_1530124.html target=_topMorales vota acompanhado dos filhos http://publicador05.brti.com.br/publicador/sites/materias/Prefeito de Santa Cruz vota confiante na vitória da autonomia boliviana target=_topPrefeito de Santa Cruz vota confiante na vitória do não http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/10/oea_apoia_justica_eleitoral_boliviana_sobre_interpretacao_do_referendo_1530101.html target=_topOEA apóia Justiça boliviana sobre interpretação do referendo http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/08/08/analise_referendo_nao_resolve_polarizacao_na_bolivia_1505983.html target=_topReferendo não resolve polarização na Bolívia

Nathália Goulart, do Último Segundo |

"A vitória consolidaria a gestão de Evo Morales e deve enfraquecer os movimentos oposicionistas", afirma o professor Tullo Vigevani, membro do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (Gacint) da Universidade de São Paulo. "Caso contrário, haveria uma desestabilização inconveniente na região", completa.

No Bolívia, está em xeque o mandato de oito governadores e o próprio presidente Evo Morales e seu vice, Álvaro Garcia Linera. Eles serão colocados à prova. Morales precisa receber mais de 53,7% dos votos, número que recebeu quando foi eleito em 2005. A imprensa local afirma que ele não deve enfrentar muita dificuldade no teste do referendo, assim como três governadores oposicionistas. Podem estar com os dias contados, no entanto, quatro outros governadores: três oposicionistas e um governista.

O provável êxito de Morales e muito dos seus aliados no referendo reflete o sucesso das políticas que o líder cocaleiro implantou desde que assumiu o poder, em janeiro de 2006.

As mudanças estruturais que merecem mais destaque estão na área econômica e resultam do maior fortalecimento do Estado na economia do país - com a estatização de diversas empresas, por exemplo - e uma sensível melhoria na economia boliviana impulsionada fortemente pelo preço internacional do petróleo que elevaram as reservados do país para o patamar de US$ 7 bilhões (ante US$ 1,7 bilhões antes de Morales).

Outro ponto que fortalece a imagem do presidente da Bolívia está no fato de "dois terços dos bolivianos se reconhecerem como indígenas, sendo que, pela primeira vez na história, tem um presidente da mesma cultura", aponta o jornal "La Jornada".

O governo também tem gerado transferências de renda para os mais pobres, reforçando o caráter popular das políticas implantadas e alimentando identificação de grande parte da população com o presidente. Evo Morales conta com forte apoio da classe pobre boliviana, a grande responsável pela vitória prevista do governo, e recebe dura oposição da classe rica e de grupos tradicionais.

"A situação com a oposição não será resolvida e as diferenças entre as classes não serão superadas, mas o referendo conseguirá acabar com o impasse constitucional e a vitória dará mais fôlego ao governo," afirma o professor de História e Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Luís Fernando Ayerbe.

Lideranças da América Latina

A presidente da Argentina Cristina Kirchner não obteria tanto sucesso como Morales em um eventual referendo. Kirchner amarga impopularidade entre os argentinos. Em 2007, foi eleita com 45% dos votos válidos. Hoje, entretanto, a situação é diferente. Segundo uma pesquisa do jornal argentino "Perfil", somente 4,5% dos eleitores votariam em Cristina em caso de nova eleição.

Ainda segundo a pesquisa, a popularidade de Cristina despencou e atingiu o nível mais baixo. A imagem negativa que os argentinos têm da presidente passou de 27% para 58,8%. "Essa pode ser apenas uma crise política e não deve se converter em uma crise institucional", adverte Vigevani. "É preciso distanciamento para analisar melhor a situação", completa.

A crise política acontece após quatro intensos meses de conflitos com fazendeiros, quando Cristina Kirchner tentou a muito custo aprovar um imposto que afetaria muitos argentinos do interior do país que vivem da agricultura. A medida foi rejeitada pelo seu próprio vice-presidente, Julio Cobos, que acumula também a função de presidente do Senado e fez uso de seu voto de minerva, barrando a aprovação do imposto agrícola e expondo a fratura interna do governo que levou à renúncia do chefe de Gabinete, Alberto Fernández.

"Cristina Kirchner transformou a aprovação da medida em questão de vida ou morte", aponta Ayerbe, "e a derrota na votação fez com que a presidente perdesse apoio político no país. A imagem de seu governo ficou desgastada".

Semelhante crise aconteceu com Hugo Chávez, presidente da Venezuela. Chávez que assumiu o poder no país em 1999, quando recebeu 56% dos votos, colocou fim a quatro décadas de governo dos partidos tradicionais. Em 2000, Chávez foi reeleito com 59,7% dos votos e reeleito novamente em 2006, desta vez com 62,9% de aprovação.

A oposição boicotou as eleições e, sem oposição no Congresso, Chávez ganhou em janeiro de 2007 poderes para governar as onze áreas do país por meio de decretos-lei, permitidos pela Lei Habilitante, aprovada em 2000.

Esse cenário favorável ao presidente começou a mudar quando, em 2007, Chávez apresentou um pacote com 69 artigos para reformar a Constituição, que foi submetido a um plebiscito popular. Entre as propostas estavam a reeleição imediata do presidente sem limites de candidaturas, a redução da jornada de trabalho de 40 para 36 horas semanais, o fim da autonomia do Banco Central, entre outras.

Contrariando as previsões, as propostas apresentadas pelo presidente foram rejeitadas pela população depois de uma intensa campanha contra a mudança. Pouco mais de 50% dos votos barraram o andamento do projeto. A abstenção foi de 44,9% dos votos.

"O grau de profundidade da reforma mostrou o limite dos poderes do governo," salienta o professor Luís Fernando Ayerbe.

Outros fatores enfraquecem a imagem Chávez, como a alta da inflação no país e o sucesso do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, no resgate de 15 reféns das Farc em julho deste ano. "Derrotas acontecem, mas o crescimento da oposição não abala o governo de Chávez," analisa Vigevani. "Chávez não enfrenta uma resistência muito forte dentro do país, mas tem mudado sua postura por reconhecer o limite das suas medidas," apontou Ayerbe.

Essa mudança de postura faz do presidente da Venezuela uma figura de menos destaque no cenário internacional como destacou uma reportagem publicada no jornal americano "The New York Times".

Segunda a publicação, é Lula quem assume "silenciosamente" o posto no continente. Entretanto, Ayerbe assinala que o Brasil não ostenta essa liderança. "Lula não é um militante internacional e sua liderança é reflexo de suas atuações durante crises na América Latina e no Haiti, por exemplo. É uma influência que está em crescimento" e tem características diferentes da liderança exercida pelos EUA e por Hugo Chávez.

Outro motivo da projeção internacional brasileira é bom momento econômico que o País atravessa. "A chave para o sucesso do Brasil é a feliz confluência das tendências econômicas globais, como o aumento da demanda por mercadorias como o etanol à base de soja ou cana-de-açúcar, mas também o silencioso comando do ex-metalúrgico Lula" afirma o NYT.

Segundo o jornal, o bom momento econômico que o Brasil atravessa projeta o país internacionalmente, mas a postura diplomática do presidente ajuda a compor essa nova imagem.

Depois de eleito, Lula assumiu uma postura mais ao centro e surpreendeu a opinião pública, facilitando a aceitação do Brasil em países tão diversos como Cuba, "o bastião socialista ao qual a Venezuela fornece petróleo subsidiado", e a Colômbia, "um dos principais aliados militares dos Estados Unidos cujas relações com a Venezuela esfriaram nos últimos meses," finalizou o jornal.

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