La Paz, 2 ago (EFE).- A Corte Nacional Eleitoral informou que até o momento já foram credenciados mais de 100 observadores internacionais para o referendo revogatório de 10 de agosto, informou hoje a Agência Boliviana de Informação (ABI, estatal).

Além desse anúncio, o presidente da Corte Nacional Eleitoral (CNE), José Luis Exeni, apontou que a maior delegação é a da Organização dos Estados Americanos (OEA), que credenciou quase 80 observadores, alguns dos quais já estão trabalhando no país.

Além disso, chegarão "representantes de organismos eleitorais de 14 países da região", "uma comissão de deputados do Mercado Comum do Sul" (Mercosul) e o presidente do principal órgão eleitoral da Rússia.

Também, segundo Exeni, serão enviados observadores da União de Nações Sul-americanas (Unasul), da União Européia (UE), e de países como Panamá, Argentina, Paraguai, México, Canadá e República Dominicana, entre outros.

Exeni acrescentou que, além dos estrangeiros, quatro mil bolivianos foram autorizados a participar como observadores na consulta que poderá revogar o cargo do presidente Evo Morales e de oito dos nove governadores departamentais.

A lei de convocação aprovada em maio define que as autoridades que receberem uma porcentagem de "não" igual ou superior ao número total de votos que obtiveram ao seu favor na eleição de 2005 terão que abandonar os seus cargos.

Assim, para substituir Morales seriam necessários 54% de votos contra, enquanto que para alguns governadores departamentais, como o de La Paz, bastaria 38%, e no de outros, como os governadores de Cochabamba e Santa Cruz, 48%.

No entanto, a CNE junto às Cortes departamentais conseguiu esta semana um acordo para que o mandato dos governadores departamentais não seja revogado se a votação contra si for igual ou inferior a 50% dos votos válidos emitidos.

Caso o voto pelo "não" às autoridades seja superior a 50% dos votos se procederá a revogação, mas só se essa quantidade for maior tanto em percentagem como em votos obtidos em 2005, quando foram escolhidos.

Segundo Exeni, esta fórmula estabelece um "critério universal", "regras justas e igualitárias" para os atores políticos e dá "plena certeza" à população sobre sua votação para que não tenha dúvidas sobre como serão interpretados os dados.

Além do Governo, o opositor Poder Democrático e Social (Podemos), que aprovou a convocação no Senado e depois pediu sua modificação para que fosse feito como proposto pela CNE, qualificaram de "ilegal" a decisão da CNE e ratificaram que só o Congresso pode modificar as porcentagens para a revogação. EFE az/bm/rr

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