Reféns pedem ajuda por rádio nas Filipinas

Zamboanga (Filipinas), 5 fev (EFE).- Dois dos três trabalhadores do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) sequestrados no sul das Filipinas pediram hoje ajuda para serem libertados, através da emissora de rádio dzEC, ao completar três semanas de cativeiro.

EFE |

"Tratem de achar uma forma de nos libertar", disse o italiano Eugenio Vagni, de 62 anos, que sofre de hipertensão, acrescentando que se encontram bem, ilesos, que receberam remédios e que dormem "sob um teto".

A filipina Jane Lacaba, de 37 anos, pediu ao Governo de seu país que conceda aos sequestradores tudo o que pedirem, e ressaltou que está constantemente chovendo no local onde se encontram na selva.

O terceiro refém é o suíço Andreas Notter, de 38 anos, chefe da Cruz Vermelha na cidade filipina de Zamboanga.

O trio foi sequestrado em 15 de janeiro na ilha de Jolo, cerca de 980 quilômetros ao sul de Manila, pelo grupo islâmico Abu Sayyaf, que mantém vínculos com a rede terrorista Al Qaeda.

"Falamos com Mary Jean, Eugenio e Andreas de maneira relativamente regular e nesta semana tivemos vários contatos telefônicos com eles, como vem acontecendo desde que foram sequestrados", admitiu o chefe de operações do CICV para Ásia oriental, Ásia sudeste e Pacífico, Alain Aeschlimann, ontem.

Segundo a imprensa filipina, os sequestradores pediram nesta semana a retirada do Exército da ilha de Jolo para abrir negociações.

A vice-governadora da província de Jolo, Anne Sahidullah, disse na semana passada, após ver os reféns e falar com os sequestradores, que estes não pediram resgate monetário, mas "ajuda para o desenvolvimento".

O presidente da Cruz Vermelha das Filipinas, o senador Richard Gordon, afirmou em numerosas ocasiões durante as três últimas semanas que o organismo internacional tem a política de não negociar com sequestradores nem pagar extorsões monetárias.

O Abu Sayyaf, fundado no sul das Filipinas em 1991, protagonizou no passado famosos sequestros para financiar suas operações. EFE rp/jp

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