Refém libertado das Farc já está em Cali

O helicóptero brasileiro com o símbolo da Cruz Vermelha Internacional que levava Sigifredo López, mantido refém da guerrilha das Farc por quase sete anos, aterrissou às 14h02 locais (17h02 de Brasília) desta quinta-feira no aeroporto de Cali, 500 km a sudoeste de Bogotá.

AFP |

O ex-refém aparentava estar em bom estado de saúde. Seus parentes correram em sua direção logo que desceu da aeronave e todos se abraçaram emocionados.

López é o único sobrevivente de um grupo de 12 deputados do departamento de Valle sequestrados pela guerrilha no dia 11 de abril de 2002. Seus companheiros foram assassinados em cativeiro, num confuso episódio cuja responsabilidade ele acaba de atribuir, inteiramente, à guerrilha.

Sigifredo é o último dos políticos que estavam em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após as libertações na terça-feira do ex-governador do departamento de Meta (centro) Alan Jara, mantido refém durante sete anos e meio, e no domingo de três policiais e um soldado que eram mantidos em cativeiro pelos guerrilheiros desde 2007.

Com o fim do sequestro de Sigifredo, nesta quinta-feira, chega ao fim o processo de libertação de seis reféns anunciado pelo grupo armado em dezembro passado.

"Em comunicado lido pelo porta-voz, Ives Heller, a direção da Cruz Vermelha "expressou profunda satisfação" com a volta a casa de seis reféns das Farc, em três operações realizadas desde domingo passado, e agradeceu ao governo do Brasil que forneceu os dois helicópteros que trouxeram os ex-cativos.

"Preocupado com o destino de todas as vítimas do conflito armado, o CICV continuará trabalhando para levar-lhes proteção e assistência", concluiu o comunicado.

As Farc também libertaram no domingo três policiais e um soldado que estavam raptados desde 2007.

No início de 2008 os rebeldes entregaram ao governo da Venezuela e a Córdoba outros seis políticos que estavam sequestrados.

As Farc ainda mantêm em seu poder 22 militares e policiais, alguns sequestrados há mais de 10 anos. O grupo terrorista pretende trocá-los por quase 500 insurgentes presos, três deles nos Estados Unidos.

Segundo a imprensa colombiana, López estudou direito na Universidad Santiago de Cali, onde se especializou na área penal. Seu primeiro cargo público foi inspetor de polícia de Pradera, aos 22 anos. Ele foi ainda Secretário de Obras Públicas do Departamento. Ele ainda foi prefeito entre 1992 e 1994. Seu maior posto político foi a Assembleia do Valle del Cauca.

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