Óscar Tulio Lizcano fugiu do cativeiro em que era mantido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) junto com o chefe guerrilheiro que o vigiava. Mais cedo, autoridades colombianas afirmaram que o Exército colombiano havia resgatado o ex-congressista em uma operação militar realizada neste domingo." / Óscar Tulio Lizcano fugiu do cativeiro em que era mantido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) junto com o chefe guerrilheiro que o vigiava. Mais cedo, autoridades colombianas afirmaram que o Exército colombiano havia resgatado o ex-congressista em uma operação militar realizada neste domingo." /

Refém escapa das Farc após oito anos de cativeiro

O ex-congressista colombiano http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/10/26/lizcano_o_politico_colombiano_que_mais_tempo_passou_em_poder_das_farc_2071453.html target=_topÓscar Tulio Lizcano fugiu do cativeiro em que era mantido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) junto com o chefe guerrilheiro que o vigiava. Mais cedo, autoridades colombianas afirmaram que o Exército colombiano havia resgatado o ex-congressista em uma operação militar realizada neste domingo.

BBC Brasil |

O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, explicou em entrevista coletiva que o cerco realizado pelo Exército no acampamento da guerrilha, onde Lizcano era mantido, favoreceu a fuga.


Óscar Tulio Lizcano (centro), ex-refém das Farc que fugiu do cativeiro / AP

"Foi feito um cerco para impedir a mobilidade e o abastecimento ao grupo guerrilheiro e, diante dessa pressão, 'Isaías' (chefe guerrilheiro) decidiu fugir com Lizcano", afirmou Santos.

O ministro de Defesa afirmou que o ex-congressista e o chefe guerrilheiro caminharam "três dias e três noites" pela selva até que foram encontrados, na madrugada deste domingo, pela brigada do Exército.

Juan Manuel Santos não detalhou em que momento houve enfrentamento com os guerrilheiros, mas afirmou que oito rebeldes foram mortos e outros seis capturados.

Mantido em cativeiro durante oito anos, o ex-congressista disse que se fugiu porque pretendiam matá-lo.

"Eu sabia que iam me fuzilar, por isso fiz esse esforço", afirmou Lizcano em coletiva de imprensa neste domingo.

Bastante abatido, com uma longa barba, Lizcano agradeceu ao guerrilheiro que fugiu com ele.

"O agradecimento é, antes de tudo, à pessoa que teve a valentia e a coragem de sair comigo, (sou) já um velho, mas, sobretudo (agradeço) a uma política nacional que teve um papel importante nisso tudo", disse o ex-refém.

Desmobilizações

A deserção de "Isaías" se soma a outras milhares de desmobilizações de guerrilheiros que têm ocorrido nos últimos anos e a outras "traições" à cúpula da guerrilha liderada por Alfonso Cano.

Há três meses, o resgate militar da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e de mais 14 reféns, foi qualificado pela guerrilha como "traição" por parte dos rebeldes responsáveis pela segurança do cativeiro.

Para o governo, a operação militar "cinematográfica" realizada em julho foi resultado dos trabalhos de inteligência das Forças Armadas.

Lizcano, que foi encontrado na selva do departamento (Estado) de Chocó, noroeste do país, estaria doente e foi levado a um hospital.

Político do partido Conservador, Óscar Tulio Lizcano foi seqüestrado pela guerrilha em 5 de agosto de 2000.

O ex-congressista, de 62 anos, era o político que mais tempo havia permanecido seqüestrado pela guerrilha. Lizcano fazia parte do grupo de reféns considerados pelas Farc passíveis de troca por guerrilheiros presos em um eventual acordo com o governo colombiano.

Deste grupo, 28 pessoas ainda estão em cativeiro. As negociações entre governo e as Farc estão paralisadas.

'Libertada outra vez'

Ao receber a notícia, Ingrid Betancourt disse que se sentia "libertada outra vez", em entrevista ao canal de TV Caracol.

"Estou tão emocionada, é um momento muito forte. Estou dando graças a Deus por este milagre (...) Obrigada ao Exército uma vez mais, é outra coisa extraordinária", afirmou Betancourt, que voltou a pedir às Farc que libertem todos os seqüestrados em seu poder.

Segundo as autoridades colombianas, a operação de resgate começou a ser planejada há três meses, depois que um guerrilheiro desmobilizado informou ao Exército a localização do cativeiro do ex-congressista.

Na última prova de vida revelada em novembro de 2007, Lizcano pediu à Uribe que "não insista tentando conosco (os reféns) uma vitória militar. Busque uma solução humana o mais rápido possível".

Os familiares de Lizcano eram contrários à realização de um resgate militar, devido ao risco de morte do seqüestrado implicado neste tipo de operação.

O ex-senador Luis Eladio Pérez, libertado pelas Farc em fevereiro, recomendou que Lizcano passe por atendimento psicológico.

"Não se imagina o choque que representa estar seqüestrado de uma maneira infame e, do dia para a noite, encontrar-se em liberdade. A assistência psicológica é prioritária", afirmou Perez a um canal de televisão local.

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