Refém colombiano das FARC prestes a ser liberado, quase morre há quatro dias

O político colombiano Alan Jara, um dos seis sequestrados que a guerrilha das FARC anunciou que vai libertar, esteve a ponto de morrer há quatro dias, durante combates entre o grupo insurgente e o Exército, revelou nesta quinta-feira a senadora Piedad Córdoba.

AFP |

"Há quatro dias nos disseram que quase mataram Alan Jara. Então o melhor é apressar a entrega para que não ocorra nenhum risco a essas pessoas que estão sequestradas", disse à imprensa a senadora de oposição, encarregada de receber as seis pessoas que as FARC vão libertar.

Córdoba não precisou as circunstâncias do ocorrido, mas deu a entender que foi em um combate entre o Exército e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

"Vocês sabem que nós estamos trabalhando nesta tarefa (receber os liberados) em meio ao que é a política de segurança democrática (a luta do governo contra os grupos armados ilegais), o que significa perseguição, bombardeios", disse Córdoba.

Jara, ex-governador do departamento (estado) de Meta, sequestrado em julho de 2001 em um veículo da ONU, é um dos seis reféns que começarão a ser liberados a partir de domingo próximo, segundo a senadora. As FARC também vão libertar o ex-deputado Sigifredo López, três policiais e um militar, cujas identidades não foram reveladas.

A operação de resgate, que será realizada em três etapas, está sob responsabilidade da Cruz Vermelha na Colômbia, em helicópteros cedidos pelo governo brasileiro para garantir a neutralidade.

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